segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sete Soldados da Vitória Volume 7

Se você ainda viu, aqui estão os posts do Volume 1, Volume 2, Volume 3, Volume 4, Volume 5 e Volume 6.

Bom na reta final da série fica difícil deixá-la de lado. Mas é claro que a viagem mental de Grant Morrison pode azedar até um momento intenso desses. 

Sr. Milagre, a história mais confusa até o momento, terminou nessa edição sem clarear nada. Muito pelo contrário, a minissérie foi uma viagem total que mexeu com personagens relevantes do Universo DC, os apresentou de forma vaga, confusa e bem diferente do que se conhece para no final deixar tudo aplamente em aberto. É muito difícil de imaginar como essa trama se encaixa no restante da história e, principalmente, como isso pode ser absorvido pela crologia da DC.

Projétil retomou a questão do fetichismo em torno dos super-heróis explorado na história que abre a série. É interessante ver nossa fixação por heróis fantasiados ser levada ao extremo em uma realidade onde várias pessoas têm superpoderes e, obviamente, apenas poucas podem ser heróis de primeiras grandeza. 

Fora isso Projétil continua se firmando como a série de super-heróis de Sete Soldados. Não é só a trama, mas o visual feito pelo artista Yanick Paquette remete as revistas atuais de heróis. 

Fechando o mix temos Frankenstein que é uma série legal tanto pelo personagem quanto pelo desenhista Doug Mahnke. Essa edição está um tanto descolada da trama principal de Sete Soldados, mas mostra a noiva de Frankenstein e a S.O.M.B.R.A., uma organização governamental liderada pelo Pai Tempo. É uma história bem bizarra, mas até divertida. 

No geral, a revista é frustante. Muita arte boa disperdiçada em uma viagem pra lugar nenhum. 

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Vamos para a resenha de Eduardo Nasi, nesse link.

Finalmente caiu um pouquinho a nota dessa série, mesmo assim ela continua supervalorizada.

Como podemos ver, recebeu um peso em demasia até no restante da DC, influenciando na próxima crise que está por vir. Se é esse tipo de viagem que a DC quer para suas histórias, é melhor tomar cuidado pois pode enterrar de vez seus super-heróis e passar a vendê-los para os verdadeiros sobreviventes da Crise Final: meia dúzia de fánaticos por Morrison que tendem ver em qualquer coisa escrita por ele mais do que existe.

Um comentário:

Fernando Peres Farto disse...

Eu gostei mais ou menos desses 'Sete Soldados da Vitória'. Algumas coisas foram confusas mesmo. Mas pena que na maioria das vezes ela vai do nada ao lugar nenhum, deixando algumas pessoas beeeeeeeem confusas.