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sexta-feira, 15 de maio de 2009

#following friday


Se você ainda não reparou, no blog do UHQ estamos organizando algumas pequenas seções fixas periódicas para movimentá-lo. A linguagem é diferente, o ritmo é outro, mas é a mesma equipe trabalhando. 

Por enquanto temos o Nasi aos domingos com o Sunday Comics uma seção domenical de quadrinhos virtuais e agora o meu #following friday

Se você tem um twitter sabe que às sextas-feiras as pessoas indicam outros twitters que elas gostam para serem seguidos. 

Ampliando essa ideia, às sextas-feiras vou apresentar pessoas legais fazendo uma entrevista rápida com elas. 

A proposta é que você conheça melhor o trabalho dessas pessoas e passe a acompanhar o que eles estão produzindo, assim como faz com o UHQ, o Pop Balões e outras mídias. 

Começamos muito bem a seção com uma entrevista com Os Seminovos, uma banda bem divertida que está emplacando vários hits no youtube e no site charges.com.br (Leia a entrevista e veja os vídeos aqui no blog do UHQ)

E, para mostrar que essa cadeia de marketing viral funciona, vou postar aqui um vídeo de uma banda que eles indicaram na entrevista chamada Pedra Letícia  - o Diego e eu achamos ótima







O que está acontecendo com a blip.fm


(English version below)

Nas últimas semanas uma das grandes diversões de vários internautas a http://blip.fm passou por uma reformulação que prejudicou todos os ouvintes que não moram nos EUA ou Canadá. A blip integrou em seu painel o aplicativo da Imeen que distribui diversas músicas e tem contrato com várias gravadoras. Nos EUA a Imeen - consequentemente a blip – faturam vendendo toques de celulares e músicas em si, mas, para todo o resto do mundo sobra uma grande infinidade de músicas que se pode ouvir apenas 30 segundos.

Com isso a busca da blip ficou tomada por músicas inúteis que o mundo todo consegue ouvir apenas um pedaço. Para piorar a opção dos DJ´s hospedarem de disponibilizarem seus blips foi fechada, limitando as músicas mais ainda.

Nada contra a blip ser lucrativa, muito pelo contrário, quero que ela tenha uma visitação cada vez maior e que ela consiga um rendimento cada vez mais gigantesco com anúncios e demais outras fontes. Contudo, tirando a opção de tocar as músicas que gosto, entupindo a busca com pedaços de músicas de 30 segundos, tudo que o site conseguirá é morrer tão rápido quanto ficou popular.

Espero sinceramente que a blip.fm entenda isso, mas, para ajudá-la a perceber o quanto esse problema afetou o uso do site sugiro que todos aqueles que usam a blip.fm entrem na aba feedback, vão para o fórum, votem nos tópicos relacionados aos problemas causados pelo Imeen e as músicas de 30 segundos, comentem esses tópicos e mandem e-mails para a blip.fm

Repasse o link desse texto para os seus ouvintes e vamos torcer para podermos continuar nos divertindo na blip.

Update - Veja a explicação da blip - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments

=> link curto http://digg.com/u13QDV

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PS.: Aos Domingos as 17:00 o Diego e eu estamos fazendo o blipcast Pop Balões: Let it Blip na blip.fm  basta nos procurar (oliboni e DFigueira) e nos adicionar como favoritos para acompanhar nossos blips – o blipcast vai existir enquanto a blip for divertida, por isso a quase campanha contra o Imeen na blip

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What is happening with blip.fm

In past few weeks http://blip.fm - one of the great amusement of many Internet users  - went through an overhaul that damaged all the listeners who doesn´t live in the U.S. or Canada. The blip included in their panel the application of Imeen that distributes music and has several contracts with record labels. Imeen the U.S. - hence the blip – make money selling ringtones and music itself, but the rest of the world gets only a buch of great songs you can hear only 30 seconds – since they can´t get a dimme from us.

Therefore the search for the blip was taken by unnecessary songs that the whole world can hear only one piece. To worsen the option of DJ's to make hosts and uplod their own blips was closed, limiting the music more.

Nothing against blip be profitable, quite the contrary, I want them to have an increased visitation and that then can yield an increasingly gigantic with other ads and other sources. However, taking the option of playing the songs you love, the search clogged with pieces of music with 30 seconds, everything that the site is, will die as fast as they get popular.

I really hope that blip.fm understand it, but to help them understand how this problem affected the use of the site suggest that everyone who listen blip.fm use the feedback tab, go to the forum, vote and comment topics related to problems caused by Imeen and the songs of 30 seconds and send emails to blip.fm

Pass the link of this text to yours listeners and we let´s hope can continue having fun with blip.

Update - See blip explanation - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments

=> shortten link http://digg.com/u13QDV

sábado, 9 de maio de 2009

Wolverine - O Musical

Acabei de ver algo impagavél no Blog do Levi: Wolverine, o Musical. 

Um curtinha muito bem produzido tirando sarro do fato do Hugh já ter feito um musical e agora voltar para seu personagem de ação. O vídeo está aí em baixo. 

Aproveitando o momento internet, depois do vídeo eles comentam os estúdios independentes que ajudaram a produzí-lo. Fui comferir o link do $99 videos e acabei me divertindo até mais do que com o Wolverine. 

Esses caras se propõem a todo semana fazer um clipe das melhores bandas independentes com os diretores de cinema que estão despontando no mercado gastando apenas 99 dólares. 

O resultado é bem interessante em vários sentidos. Primeiro pelos vídeos em si, segundo pela oportunidade de descobrir novas bandas. 

Eu, por exemplo, já descobri e adorei Neil Halstead, obviamente já aprovetei e blipei ele. 




quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Coisas que se passam quando se está vivo – Retrospectiva 2008

Hoje é 1º de Janeiro e acho que é um ótimo dia para relembrar as descobertas do ano que terminou. O Diego já fez um post bem legal nesse gênero, então muita coisa acaba sendo repedida porque, mesmo a distância, a gente convive muito juntos e acha legal mais ou menos as mesmas coisas.

Assim, nem adianta muito falar de Big Bang Theory, um seriado que a gente adora e que está muito ligado com essa nova visão que as pessoas têm dos nerds. Acho que não precisaria falar da Blip.fm. Falei bastante dela aqui no blog, você deve ter visto os links do blip rolando aqui na lateral do blog, integrado no twitter e no rodapé da página.

Uma coisa que dá para dizer do Blip e do twitter é que são formas diferentes de se comunicar na internet e que aprendi a gostar muito. Você passa mensagens curtas para várias pessoas, acompanha o que as pessoas estão dizendo durante o dia entre outras possibilidades que ainda estamos apenas arranhando.

A blip.fm tem um algo a mais que é a possibilidade de se ouvir e comentar músicas. É uma forma diferente de “consumir” música, livre, orgânica, rápida, genial. Eu adorei a blip, fiz várias descobertas e acho que tem muito mais a descobrir ainda. Para citar algumas coisas novas que tenho ouvido graças a blip, tem a Ida Maria, Spoon e Mendonza Line.

Se você ainda não entrou nessa onda, me visite aqui na blip e aqui no twitter, crie sua conta e passe a me seguir.

Ainda sobre internet, uma boa novidade foi o lançamento do navegador do Google, o Chrome. Ele é um software que a princípio não parece ter nada demais, mas com poucos dias de uso você se afeiçoa e se vicia em suas funcionalidades.

Voltando para a TV, acompanhei os destaques nacionais nos canais pagos: 9mm e Alice. As duas séries bem produzidas dão visões contrárias sobre São Paulo. 9mm é uma história policial, pintando o que a de pior em uma São Paulo dominada pela criminalidade e a corrupção, enquanto Alice tenta criar uma visão apaixonante e glamurizada da agitada vida paulistana.

É claro que eu tenho que falar de quadrinhos nessa retrospectiva, mas isso leva a uma outra descoberta estranha... Esse ano foi o ano que eu descobri os antidepressivos, os psiquiatras, a terapia os florais e uma porção de outras coisas que eu nem acreditava, mas que tem sido muito importante para me recuperar.

Por conta disso acabei lendo poucos quadrinhos esse ano. Até li muitas revistas mensais da Marvel, mas, infelizmente, fiz poucas descobertas.

Por sorte, voltei a ativa a tempo de fazer uma das descobertas mais importantes do ano: Macanudo de Liniers (inclusive, “Coisas que se passam quando se está vivo” é um nome do blog de Liniers).

Graças ao meu amigo Eduardo Nasi eu já conhecia há algum tempo o trabalho do Liniers. Desde 2007 ele vem falando desse grande artista argentino para a gente, mandando tiras, comentando a qualidade superior do trabalho do cara e dizendo como seria importante vê-lo publicado no Brasil. Infelizmente, como meu espanhol é muito rudimentar, me aprofundei muito pouco nas tiras dele nesse meio tempo e só vim a conhecê-lo bem depois da publicação da Zarabatana.

No final das contas, Macanudo foi a melhor leitura que eu fiz em 2008 e acredito que, mesmo que tivesse lido muito mais coisas diferentes como gostaria, ele continuaria com esse status.

Nossa, quase que me esqueço de dizer que esse também foi o ano que eu descobri Sandman, mas acho que bloqueei isso da memória porque leva ao triste fato do encerramento das atividades da Pixel.

Como sobre o Batman já falamos exaustivamente, acho que é isso até onde a memória alcança.

2008 também foi um ano com bons amigos como a trupe do UHQ, o Adriano de Avance Moreno, o Flávio da Banca 2000, o Diego (meu irmão de cultura pop), entre outros. Um ano com muito amor com a minha querida esposa.

E no final, 2008 passou, como muitos outros anos, as coisas importantes serão registradas e lembradas e as bobagens insignificantes levadas pelos.

Agora é hora de começar os projetos novos para 2009 e se prepare, porque eles são bem legais.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Blipando sem parar

 
Não teve jeito... me vejo obrigado a fazer um segundo post sobre a Blip.fm. Passei um dia em casa e me viciei completamente nisso... é simplesmente genial. 

Uma quantidade gigantesca de músicas bem bacanas todas disponíveis para você ouvir e tocar para seus amigos e pessoas que te seguem no twitter. Fora isso, um monte de gente ouvindo e tocando músicas, o que permite que você se deixe levar pelo fluxo de gostos semelhantes ao seu e conhecer coisas novas e legais. 

Uma das ferramentas interessantes surge sempre que você "blipa" uma música e é mostrada uma relação de outras pessoas que também "bliparam" a mesma música. Nessa brincadeira eu descobri que o Diego, sim, o mesmo que divide esse blog comigo, mesmo não aparecendo tanto, estava no blip! "Blipamos" a mesma cantora, Regina Specktor!

Como eu adoro essas gadgets e integrações, se você descer a página do blog até o final vai ver uma barra com o meu blip, basta dar play e ouvir. 

Ou, pode visitar me visitar no http://blip.fm/oliboni  e o Diego no http://blip.fm/DFigueira

PS.: Juro que parei de falar do Blip e do Twitter, pelo menos por enquanto!

PS.2: Blip.fm é uma rádio 100% orgânica. Só usando para entender...

PS.3: Delfin !!!! porque você foi me viciar nisso !!!!

domingo, 19 de outubro de 2008

Estamos Ouvindo: Julieta Venegas


Sempre achei que uma qualidade interessante nos amigos é o bom gosto, algo que obviamente é muito relativo. O que eu quero dizer é que é legal nos cercarmos por pessoas que tenham gostos não obrigatoriamente parecidos, mas de certa forma correlatos e complementares aos nossos. Todo mundo gostar das mesmas coisas iguaizinhas é irreal e sem graça, da mesma forma que tentar se entender com pessoas que não tem nada em comum com você limita muito as conversas.

Por exemplo, essa semana o Flávio me falou de uma cantora que ele ouviu e gostou chamada Julieta Venegas. Consegui um cd (ok, é um eufemismo, mas... você entendeu) e gostei muito, agradou minha esposa e, cada vez que ouço, tenho certeza que o Diego vai adorar esse cd dez vezes mais que a gente.

Para não deixar você boiando, até porque, se você acompanha esse blog existe uma chance de seu gosto musical bater com o nosso, deixe-me falar um pouco sobre essa cantora. Ela é americana, foi criada no México e canta em espanhol um som pop com uma pegada latina bem legal.

Sou péssimo para me expressar sobre músicas, não sei descrevê-las. Então, para te ajudar a entender, no final do post tem um vídeo do You Tube. O que eu posso dizer é que o som tem umas pegadas típicas das músicas pop mexicanas atuais que eu conheço. 

É difícil descrever, é algo que lembra o som latino, mas tem um tempero mais específico, exclusivo daquele país. Fora isso a voz de Julieta Venegas é muito boa e as letras de suas músicas, pelo que eu consegui entender por cima (tenho certeza que o Diego vai descobrir muito mais profundidade nelas), parecem muito legais.


domingo, 5 de outubro de 2008

Você quem fez o vbm 2008?


Essa história de um VMB interativo onde o espectador "decide tudo" é meio complicado. Primeiro porque não dá para deixar tudo na mão do telespectador, segundo pela responsabilidade que sobra para o suposto "eleitor" mais empurrado pelo cabresto da MTV do que qualquer outra coisa (e olha que nem estou falando do Marcos Mion influenciar abertamente várias votações como ele fez, e sim da exposição que a MTV dá as bandas e as músicas de forma desproporcional no decorrer do ano).

Daí quando o evento fica uma droga, sim, sejamos sinceros, foi tão fraquinho que nem o Mion estava aguentando sempre dá para dizer que foi uma droga, mas foi a droga que o público escolheu. 

Por falar em droga, todo mundo viu ao vivo, em um programa dito para todas as idades, que está sendo reprisado sem cortes, Marcelo D2 acendendo o seu baseado. Se alguém tentar dizer que era um cigarro normal é só reparar na segunda aparição dele, como "vocalista dos sonhos", quando ele estava tão estragado, mas tão estragado que a tal "banda dos sonhos" teve que fazer um micro show bem sem-vergonha, com uma música do próprio D2, pois de outra forma ele não teria a menor condição de improvisar.

Continuando no assunto da droga, a estréia da banda 9000 anjos, com Jr. como baterista e o refugo do Charlie Brown Jr. como complemento foi um belo de um fracasso. O som parece uma uma mistura mal feita de um instrumental pesado, punk, cantado naquele estilo meio rap como o do ... bem Charlie Brown Jr. e com uma letra que não fala nada com nada. Pra piorar parece que eles decidiram adotar um visual neo-nazista. Tudo bem que o Jr. deve estar querendo se distanciar da sua carreira anterior, mas não dá para ir do celestial para o profano de um dia para o outro e achar que vai dar certo. No geral, tanto no som quanto no visual, parece que a banda errou e feio a década em que deveria ter estreado. 

Ainda falando em droga, que dó que deu do show do Bloc Party. Uma banda tão bacana fez um fiasco pavoroso com um playback muito, mas muito mal feito. Mesmo quem não entende nada de música teria condições de perceber que era uma gravação no momento que o vocalista caiu feio do palco e continuou cantando sem mudar o tom. Diante da situação constrangedora, sobrou para o Mion dar a primeira boa piada que ele conseguiu naquela noite. De bate e pronto, a palavra veio da banda para ele que partiu para o bordão do faustão: "Quem sabe faz ao vivo". A banda não entendeu a ofensa, mas pelo menos a audência se sentiu um pouco vingada.

Aliás, a segunda e última boa piada que o apresentador fez foi quando estava falando que apresentou o VBM por três vez e que ele estava "onde nenhum outro homem jamais esteve e ninguém ali, tirando o Cesar Cielo e o Lucas Lima, poderia dizer isso". Bom, se tiver que explicar perde a graça, mas o Lucas Lima é o marido da Sandy e supostamente ... bem vocês sabem o resto da história. 

Virando o jogo e encontrando uns pontos positivos tivemos Marcelo Adnet. Surpreendente, fez um show de improviso a parte e valeu a noite. Ele quem deveria ter apresentado o programa. Aliás, quem tiver oportunidade, pode assistir ele atuando em um divertido personagem na série Cilada do Multishow, onde ele fez um coadjuvante por uns 3 episódios.

Outro acerto foi o show final do Chitãozinho e Chororó com o Fresno. Parece bem bizarro, mas deu muito certo!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

The Ting Tings


Ô sonzinho grudento... mas até que é bom (e a vocalista é gata, rs). Veja aqui.

A dupla The Ting Tings é britânica e já desbancou Madona e Ryhana na parada de lá. Como eu disse no jurássico post anterior, está difícil achar coisas legais na base do guitarra-baixo-bateria, então me empolgo fácil com coisas assim.

Mas é preciso ver se os Ting Tings vão vingar.


terça-feira, 29 de julho de 2008

Estamos ouvindo: Coldplay - Viva la Vida


Nunca fui fã do Cold Play, mas aos poucos a banda foi me chamando a atenção. A começar pelo hit do álbum anterior, "Talk". Agora com o novo disco, Viva la Vida, fui fisgado de vez. Não tenho como comentar a suposta evolução musical de que todo mundo está falando, mas sinto que estou ouvindo uma das melhores coisas dos últimos tempos.

As duas músicas que estão tocando nas rádios são muito boas, "Violet Hill" e a faixa que dá nome ao álbum. Elas têm letras muito boas e uma sonoridade bem interessante, um som que está virando marca registrada da banda.

Está ficando raro ter boas coisas para se ouvir no pop-rock ultimamente, muitas bandas sem nenhum atrativo e um cenário de divulgação que me cansou. Talvez o pop esteja se afastando do rock e este binômio esteja com os dias contados, prestes a dar lugar a um pop mais próximo do eletrônico e da black music.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Rapidinhas

Acho que com tanta agitação acabei pulando uns dias de postagem, mas tem uma porção de novidades por aqui.
Primeiro na quarta-feira fomos no show do Maná, aquele que o Ronaldinho assistiu também (acho que ele pensou que a banda era de mulheres pelo cabelo comprido deles). Enfim, o show foi bem bacana, é uma banda excelente, quem assistiu deve ter gostado. Particularmente achei boas as animações e mostagens feitas no telão do palco, realmente foi montado um show.
Ontem, o Sidão criou uma polêmica forte no blog do Universo HQ em torno de algumas mudanças que estão para acontecer no mercado de quadrinhos. É complicado porque essas negociações demoram para se oficializar mas os boatos se espalham rapidamente. A melhor coisa é esperar o boato virar fato e ver a notícia certa no UHQ.
Para completar hoje eu recebi um e-mail do nosso amigo Amálio Damas que colocou seu blog no ar. Ele é um cara bacana, apaixonado por quadrinhos e esportes e com certeza vai valer a pena acompanhar o que ele vai escrever por lá. Então vistem http://aqueladocaradalojadequadrinhos.blogspot.com/ . (Ah, senhor Amálio eu vi que você usou o mesmo template que a gente :-P)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Estamos ouvindo: Roberta Sá



O ano de 2007 apresentou várias candidatas a nova musa da MPB. O título, eu acho, é só um rótulo meio burro que vira um estorvo pra qualquer artista. Afinal, além de toda especulação e hipocrisia em torno de uma afirmação desse tipo, o termo "diva" me parece um tanto brega e não tem nada a ver com a postura de quem quer fazer um trabalho novo, sem burocracia, com frescor e leveza.


Uma dessas novas cantoras de talento é Roberta Sá, de 27 anos. Não sou um bom apreciador de MPB (estou aprendendo com o passar do tempo, e até ontem mesmo eu era um restolho do grunge avesso a qualquer coisa sem distorção), mas sinto nas músicas de Roberta Sá uma relação bem resolvida com a tradição do samba e do chorinho. Ela demonstra personalidade tanto nas regravações como nas suas próprias músicas.

No site da cantora (http://www.robertasa.com.br/) é possível ouvir todas as faixas do seu segundo álbum, "Que belo estranho dia pra se ter alegria".

(Para comprar o cd clique aqui)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Finados



É meio mórbido eu sei... mas se Finados merece um feriado e tudo mais, porque não um post sobre isso.

Antes de mais nada, dêem uma olhada no nosso Top Pop Duro de Matar, em homenagem aqueles que não querem ser celebrados nesse depois.

Aproveitando o tema, alguém mais viu a notícia que cantor Roberto Müller (quem?... sei lá...) está processando o estado do Piauí por ter lançado uma livro didático que o dá como morto desde de jovem... o coitado já está com 70 anos.

Esse cantor piauiense aparentemente se tornou um sucesso nacional com a música "Entre Espumas" (alguém se lembra?) em 1963 e continua vivo, gravando discos (50 lp´s e 18 cd´s) e fazendo shows.

Contudo os escritores do tal livro na gana de achar um talento verdadeiramente regional com projeção nacional, puxaram do baú da memória o tal Roberto Müller, mas não tiveram a decência de fazer uma pesquisa decente, provavelmente se limitaram ao google, que não disse que o sujeito estava vivo, então, antes de dizer que o sucesso não durou, preferiram matar o cara...

Sabe, pode parecer uma besteira, mas o tal Roberto está muito certo em processá-los. O livro é um registro e ter algo, distribuído e de qualidade atestada pela Secretaria de Educação do estado de Piauí, com um erro grave desses é sério.

Se os pesquisadores fossem punidos mais vezes por não fazerem seu trabalho direito provavelmente não teríamos problemas como a tal debate entre a originalidade ou não do texto do livro recentemente lançado pela Via Lettera sobre a Ebal.

Se as pessoas fossem penalizadas por seus atos, provavelmente pensariam duas vezes antes de plagiar, desinformar ou não checar os fatos. E, no caso de erros (nós mesmos cometemos vários por aqui) sempre é necessário, no mínimo, admitir e reparar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Estamos Ouvindo

Uma das vantagens de se estar em São Paulo é que muita coisa legal acontece só por aqui. Nesse domingo fui assistir um show do Pato Fu e do Trash pour 4, na série Grandes Encontros, promovidos pela rádio Eldorado no Shopping Anália Franco.

Do Pato Fu acho que nem preciso comentar nada, é uma banda muito divertida que representa bem o conceito de música pop e que têm a peculiaridade de serem independentes e famosos ao mesmo tempo.

O Pato Fu é aquela mistura que dá um romance ideal, palavras doces, ritmos diversos, um pouco de drama e muito bom humor. Uma coisa que eu passei a gostar na banda é que eles sabem fazer um bom show. Esse é o segundo show que assisto deles, no primeiro, algo inteiramente produzido por eles, nota-se uma preocupação com todos os detalhes, tendo, inclusive, um belíssimo jogo de iluminação. Neste, um show mais curto, leve e descontraído, eles mostraram que são pessoas que sabem rir de si mesmo, que se divertem e fazem a platéia se sentir como velhos conhecidos.

Trash pour 4 precisa de uma certa explicação. Essa excelente banda nacional tem a proposta de reler “clássicos”. Eles pegam aquelas músicas que todo mundo gosta, mas chega a ter um pouco de vergonha para gostar daquele som por diversos motivos, mas, no geral por serem músicas que com o tempo viraram “bregas”.

É difícil explicar, mas Trash pour 4 tem um som rico, complexo, inteligente e com aquele gostinho de dejàvu que você vai sentindo até perceber que estão tocando “aquela música”.

Tenho os dois cd´s da banda e gosto muito, fiquei feliz de no show poder ver duas músicas que entrarão no próximo cd e estou na expectativa deles gravarem esse disco, que incluirá uma versão de Head over feet da Alanis Morissete.

No geral, o bacana desses shows são aquelas coisas únicas que você só vai ver ali, como as duas bandas tocando juntos Nel blu, dipinto di blu (Volare) , um clássico italiano de Francesci Migliacci e Domenico Modugno.

Quem não conhece, eu recomendo fortemente que, pelo menos visite o site da banda http://www.trashpour4.com/ , mas podem comprar os cd´s de olhos fechados.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ouvimos: Madeleine Peyroux



Como eu falei no post anterior, ontem fui à Via Funchal assistir ao show de Madeleine Peyroux.

Durante o show eu fiquei pensando o que escreveria aqui. É um vício que eu tenho que às vezes até me atrapalha quando leio um gibi ou vejo um filme, pois já vou tentando elaborar uma crítica. Tento sair com a resenha escrita na cabeça e isso dificulta a apreciar totalmente as coisas.

O triste fato é que logo eu percebi que não sou crítico de música e, mais importante, que não tenho a base teórica e as experiências necessárias para querer falar com propriedade de uma música, cantora ou show.

Eu tenho um gosto musical meio estranho. Sou fã de música pop, acho que já falei sobre isso no post sobre o Badly Drawn Boy, mas, por certas influências, eu gosto de umas velharias, principalmente de blues. Não gosto de falar que gosto dessas coisas porque me parece muito pretensioso e eu estou longe de ser um fino apreciador de blues, jazz e suas variações.

Mas enfim, esse gosto tem sido satisfeito ultimamente por alguns cantores novos que estão surgindo revigorando os velhos estilos, rejuvenescendo, alguns, até os deixando mais próximo do Pop. Uma dessas artistas é Madeleine Peyroux.

Ela tem sido vendida como a nova diva do jazz, contudo, isso é só publicidade. Peyroux está longe de ser uma diva e dá claros sinais de que nunca quis ser e não pretende mudar isso. Madeleine é simples, canta de calça jeans, com um visual leve e despretensioso. Mais do que isso, ela é extremamente tímida. Pode parecer estranho dizer que alguém que sobe ao palco é tímido, mas ela é. Sempre retraída, falando pouco, vem, faz seu show e, apesar da fama adquirida, ainda espera uma aprovação da platéia, um sinal de que está fazendo a coisa certa.

Quanto a música, ela realmente tem uma base forte de jazz, mas um jazz bem calminho, bem gostoso para ouvir pensando na letra e em todos os sons que compõe aquela música. Contudo ela não se limita ao jazz, notam-se claramente várias levadas puxadas do blues e, pelo menos em uma música, ela mostra que conhece bossa nova e um pouco de samba fazendo um som quase que brasileiro.

No geral ela é encantadora. O show é agradável e a banda que a acompanha é fantástica. Na verdade, apesar de toda a publicidade estar centrada nela, no palco, ela dá bastante espaço para os músicos que a acompanham e eles sabem o que fazem.


É isso, se alguém que acompanha o blog estava lá, fale aí para a gente o que achou.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Estamos Ouvindo

Sempre tive vontade de falar um pouco de música até porque, sempre que estamos lendo ouvimos alguma coisa. Então agora no blog, conforme o tempo for permitindo vou falar de algumas coisas que eu gosto de ouvir.

O primeiro músico que eu sempre quis divulgar é o Badly Drawn Boy. Esse excelente britânico é, além de cantor e compositor um instrumentista fantástico criando uma música muito gostosa de ouvir e com letras bem inteligentes.

Para quem não sabe, provalmente a maioria das pessoas, o nome verdadeiro dele é Damon Cough e não é motivo de preocupação se você nunca ouviu falar dele nem da sua música. Apesar de ter feito a trilha sonora inteira do bem sucedido filme About a Boy e de ter vários discos gravados ele é um verdadeiro exemplo de música pop desconhecida.

Parece ser um contrasenso dizer que algo é pop mas que ninguém conhece. Acontece que pop não quer dizer simplesmente que é popular, famoso. Longe disso, pop é um termo que passou a designar toda uma estética que abrange música, literatura, quadrinhos e outras artes.

Isso é Badly Drawn Boy, um músico que tem um estilo só pode ser chamado de pop, mas um alcance que passou a ser chamado de indie, que, por si só, é outro contrasenso. Indie quer dizer que o produto é independente, contudo, como boa parte dos músicos “indies” BDB é tem seus álbuns lançados por uma Gravadora de grande porte e, de indie mesmo, só tem um público mais restrito.

Enfim, se conseguirem achar, deve dar um pouco de trabalho, mas a Livraria Cultura tem alguns cd´s dele, e pela internet tem espalhadas algumas músicas dele. Aliás, no próprio site do artista, http://www.badlydrawnboy.co.uk/ você pode ouvir um pouco desse delicioso som.

Para vocês pensarem eu deixo dois versos da música You´re right do cd Have you fed the fish? que tem tudo a ver com a questão existencialista de Rob no romance Alta Fidelidade (clique aqui para saber mais sobre o romance).

And songs are never quite the answer
Just a soundtrack to a life