sexta-feira, 15 de maio de 2009
#following friday
O que está acontecendo com a blip.fm

(English version below)
Nas últimas semanas uma das grandes diversões de vários internautas a http://blip.fm passou por uma reformulação que prejudicou todos os ouvintes que não moram nos EUA ou Canadá. A blip integrou em seu painel o aplicativo da Imeen que distribui diversas músicas e tem contrato com várias gravadoras. Nos EUA a Imeen - consequentemente a blip – faturam vendendo toques de celulares e músicas em si, mas, para todo o resto do mundo sobra uma grande infinidade de músicas que se pode ouvir apenas 30 segundos.
Com isso a busca da blip ficou tomada por músicas inúteis que o mundo todo consegue ouvir apenas um pedaço. Para piorar a opção dos DJ´s hospedarem de disponibilizarem seus blips foi fechada, limitando as músicas mais ainda.
Nada contra a blip ser lucrativa, muito pelo contrário, quero que ela tenha uma visitação cada vez maior e que ela consiga um rendimento cada vez mais gigantesco com anúncios e demais outras fontes. Contudo, tirando a opção de tocar as músicas que gosto, entupindo a busca com pedaços de músicas de 30 segundos, tudo que o site conseguirá é morrer tão rápido quanto ficou popular.
Espero sinceramente que a blip.fm entenda isso, mas, para ajudá-la a perceber o quanto esse problema afetou o uso do site sugiro que todos aqueles que usam a blip.fm entrem na aba feedback, vão para o fórum, votem nos tópicos relacionados aos problemas causados pelo Imeen e as músicas de 30 segundos, comentem esses tópicos e mandem e-mails para a blip.fm
Repasse o link desse texto para os seus ouvintes e vamos torcer para podermos continuar nos divertindo na blip.
Update - Veja a explicação da blip - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments
=> link curto http://digg.com/u13QDV
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PS.: Aos Domingos as 17:00 o Diego e eu estamos fazendo o blipcast Pop Balões: Let it Blip na blip.fm basta nos procurar (oliboni e DFigueira) e nos adicionar como favoritos para acompanhar nossos blips – o blipcast vai existir enquanto a blip for divertida, por isso a quase campanha contra o Imeen na blip
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What is happening with blip.fm
In past few weeks http://blip.fm - one of the great amusement of many Internet users - went through an overhaul that damaged all the listeners who doesn´t live in the U.S. or Canada. The blip included in their panel the application of Imeen that distributes music and has several contracts with record labels. Imeen the U.S. - hence the blip – make money selling ringtones and music itself, but the rest of the world gets only a buch of great songs you can hear only 30 seconds – since they can´t get a dimme from us.
Therefore the search for the blip was taken by unnecessary songs that the whole world can hear only one piece. To worsen the option of DJ's to make hosts and uplod their own blips was closed, limiting the music more.
Nothing against blip be profitable, quite the contrary, I want them to have an increased visitation and that then can yield an increasingly gigantic with other ads and other sources. However, taking the option of playing the songs you love, the search clogged with pieces of music with 30 seconds, everything that the site is, will die as fast as they get popular.
I really hope that blip.fm understand it, but to help them understand how this problem affected the use of the site suggest that everyone who listen blip.fm use the feedback tab, go to the forum, vote and comment topics related to problems caused by Imeen and the songs of 30 seconds and send emails to blip.fm
Pass the link of this text to yours listeners and we let´s hope can continue having fun with blip.
Update - See blip explanation - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments
=> shortten link http://digg.com/u13QDV
sábado, 9 de maio de 2009
Wolverine - O Musical
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Coisas que se passam quando se está vivo – Retrospectiva 2008
Hoje é 1º de Janeiro e acho que é um ótimo dia para relembrar as descobertas do ano que terminou. O Diego já fez um post bem legal nesse gênero, então muita coisa acaba sendo repedida porque, mesmo a distância, a gente convive muito juntos e acha legal mais ou menos as mesmas coisas.
Assim, nem adianta muito falar de Big Bang Theory, um seriado que a gente adora e que está muito ligado com essa nova visão que as pessoas têm dos nerds. Acho que não precisaria falar da Blip.fm. Falei bastante dela aqui no blog, você deve ter visto os links do blip rolando aqui na lateral do blog, integrado no twitter e no rodapé da página.
Uma coisa que dá para dizer do Blip e do twitter é que são formas diferentes de se comunicar na internet e que aprendi a gostar muito. Você passa mensagens curtas para várias pessoas, acompanha o que as pessoas estão dizendo durante o dia entre outras possibilidades que ainda estamos apenas arranhando.
A blip.fm tem um algo a mais que é a possibilidade de se ouvir e comentar músicas. É uma forma diferente de “consumir” música, livre, orgânica, rápida, genial. Eu adorei a blip, fiz várias descobertas e acho que tem muito mais a descobrir ainda. Para citar algumas coisas novas que tenho ouvido graças a blip, tem a Ida Maria, Spoon e Mendonza Line.
Se você ainda não entrou nessa onda, me visite aqui na blip e aqui no twitter, crie sua conta e passe a me seguir.
Ainda sobre internet, uma boa novidade foi o lançamento do navegador do Google, o Chrome. Ele é um software que a princípio não parece ter nada demais, mas com poucos dias de uso você se afeiçoa e se vicia em suas funcionalidades.
Voltando para a TV, acompanhei os destaques nacionais nos canais pagos: 9mm e Alice. As duas séries bem produzidas dão visões contrárias sobre São Paulo. 9mm é uma história policial, pintando o que a de pior em uma São Paulo dominada pela criminalidade e a corrupção, enquanto Alice tenta criar uma visão apaixonante e glamurizada da agitada vida paulistana.
É claro que eu tenho que falar de quadrinhos nessa retrospectiva, mas isso leva a uma outra descoberta estranha... Esse ano foi o ano que eu descobri os antidepressivos, os psiquiatras, a terapia os florais e uma porção de outras coisas que eu nem acreditava, mas que tem sido muito importante para me recuperar.
Por conta disso acabei lendo poucos quadrinhos esse ano. Até li muitas revistas mensais da Marvel, mas, infelizmente, fiz poucas descobertas.
Por sorte, voltei a ativa a tempo de fazer uma das descobertas mais importantes do ano: Macanudo de Liniers (inclusive, “Coisas que se passam quando se está vivo” é um nome do blog de Liniers).

Graças ao meu amigo Eduardo Nasi eu já conhecia há algum tempo o trabalho do Liniers. Desde 2007 ele vem falando desse grande artista argentino para a gente, mandando tiras, comentando a qualidade superior do trabalho do cara e dizendo como seria importante vê-lo publicado no Brasil. Infelizmente, como meu espanhol é muito rudimentar, me aprofundei muito pouco nas tiras dele nesse meio tempo e só vim a conhecê-lo bem depois da publicação da Zarabatana.
No final das contas, Macanudo foi a melhor leitura que eu fiz em 2008 e acredito que, mesmo que tivesse lido muito mais coisas diferentes como gostaria, ele continuaria com esse status.
Nossa, quase que me esqueço de dizer que esse também foi o ano que eu descobri Sandman, mas acho que bloqueei isso da memória porque leva ao triste fato do encerramento das atividades da Pixel.
Como sobre o Batman já falamos exaustivamente, acho que é isso até onde a memória alcança.
2008 também foi um ano com bons amigos como a trupe do UHQ, o Adriano de Avance Moreno, o Flávio da Banca 2000, o Diego (meu irmão de cultura pop), entre outros. Um ano com muito amor com a minha querida esposa.
E no final, 2008 passou, como muitos outros anos, as coisas importantes serão registradas e lembradas e as bobagens insignificantes levadas pelos.
Agora é hora de começar os projetos novos para 2009 e se prepare, porque eles são bem legais.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Blipando sem parar

domingo, 19 de outubro de 2008
Estamos Ouvindo: Julieta Venegas
domingo, 5 de outubro de 2008
Você quem fez o vbm 2008?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008
The Ting Tings

terça-feira, 29 de julho de 2008
Estamos ouvindo: Coldplay - Viva la Vida

sexta-feira, 6 de junho de 2008
Rapidinhas
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Estamos ouvindo: Roberta Sá

Uma dessas novas cantoras de talento é Roberta Sá, de 27 anos. Não sou um bom apreciador de MPB (estou aprendendo com o passar do tempo, e até ontem mesmo eu era um restolho do grunge avesso a qualquer coisa sem distorção), mas sinto nas músicas de Roberta Sá uma relação bem resolvida com a tradição do samba e do chorinho. Ela demonstra personalidade tanto nas regravações como nas suas próprias músicas.
No site da cantora (http://www.robertasa.com.br/) é possível ouvir todas as faixas do seu segundo álbum, "Que belo estranho dia pra se ter alegria".
(Para comprar o cd clique aqui)
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Finados

É meio mórbido eu sei... mas se Finados merece um feriado e tudo mais, porque não um post sobre isso.
Antes de mais nada, dêem uma olhada no nosso Top Pop Duro de Matar, em homenagem aqueles que não querem ser celebrados nesse depois.
Aproveitando o tema, alguém mais viu a notícia que cantor Roberto Müller (quem?... sei lá...) está processando o estado do Piauí por ter lançado uma livro didático que o dá como morto desde de jovem... o coitado já está com 70 anos.
Esse cantor piauiense aparentemente se tornou um sucesso nacional com a música "Entre Espumas" (alguém se lembra?) em 1963 e continua vivo, gravando discos (50 lp´s e 18 cd´s) e fazendo shows.
Contudo os escritores do tal livro na gana de achar um talento verdadeiramente regional com projeção nacional, puxaram do baú da memória o tal Roberto Müller, mas não tiveram a decência de fazer uma pesquisa decente, provavelmente se limitaram ao google, que não disse que o sujeito estava vivo, então, antes de dizer que o sucesso não durou, preferiram matar o cara...
Sabe, pode parecer uma besteira, mas o tal Roberto está muito certo em processá-los. O livro é um registro e ter algo, distribuído e de qualidade atestada pela Secretaria de Educação do estado de Piauí, com um erro grave desses é sério.
Se os pesquisadores fossem punidos mais vezes por não fazerem seu trabalho direito provavelmente não teríamos problemas como a tal debate entre a originalidade ou não do texto do livro recentemente lançado pela Via Lettera sobre a Ebal.
Se as pessoas fossem penalizadas por seus atos, provavelmente pensariam duas vezes antes de plagiar, desinformar ou não checar os fatos. E, no caso de erros (nós mesmos cometemos vários por aqui) sempre é necessário, no mínimo, admitir e reparar.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Estamos Ouvindo
Do Pato Fu acho que nem preciso comentar nada, é uma banda muito divertida que representa bem o conceito de música pop e que têm a peculiaridade de serem independentes e famosos ao mesmo tempo.
O Pato Fu é aquela mistura que dá um romance ideal, palavras doces, ritmos diversos, um pouco de drama e muito bom humor. Uma coisa que eu passei a gostar na banda é que eles sabem fazer um bom show. Esse é o segundo show que assisto deles, no primeiro, algo inteiramente produzido por eles, nota-se uma preocupação com todos os detalhes, tendo, inclusive, um belíssimo jogo de iluminação. Neste, um show mais curto, leve e descontraído, eles mostraram que são pessoas que sabem rir de si mesmo, que se divertem e fazem a platéia se sentir como velhos conhecidos.
Trash pour 4 precisa de uma certa explicação. Essa excelente banda nacional tem a proposta de reler “clássicos”. Eles pegam aquelas músicas que todo mundo gosta, mas chega a ter um pouco de vergonha para gostar daquele som por diversos motivos, mas, no geral por serem músicas que com o tempo viraram “bregas”.
É difícil explicar, mas Trash pour 4 tem um som rico, complexo, inteligente e com aquele gostinho de dejàvu que você vai sentindo até perceber que estão tocando “aquela música”.
Tenho os dois cd´s da banda e gosto muito, fiquei feliz de no show poder ver duas músicas que entrarão no próximo cd e estou na expectativa deles gravarem esse disco, que incluirá uma versão de Head over feet da Alanis Morissete.
No geral, o bacana desses shows são aquelas coisas únicas que você só vai ver ali, como as duas bandas tocando juntos Nel blu, dipinto di blu (Volare) , um clássico italiano de Francesci Migliacci e Domenico Modugno.
Quem não conhece, eu recomendo fortemente que, pelo menos visite o site da banda http://www.trashpour4.com/ , mas podem comprar os cd´s de olhos fechados.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Ouvimos: Madeleine Peyroux

Como eu falei no post anterior, ontem fui à Via Funchal assistir ao show de Madeleine Peyroux.
Durante o show eu fiquei pensando o que escreveria aqui. É um vício que eu tenho que às vezes até me atrapalha quando leio um gibi ou vejo um filme, pois já vou tentando elaborar uma crítica. Tento sair com a resenha escrita na cabeça e isso dificulta a apreciar totalmente as coisas.
O triste fato é que logo eu percebi que não sou crítico de música e, mais importante, que não tenho a base teórica e as experiências necessárias para querer falar com propriedade de uma música, cantora ou show.
Eu tenho um gosto musical meio estranho. Sou fã de música pop, acho que já falei sobre isso no post sobre o Badly Drawn Boy, mas, por certas influências, eu gosto de umas velharias, principalmente de blues. Não gosto de falar que gosto dessas coisas porque me parece muito pretensioso e eu estou longe de ser um fino apreciador de blues, jazz e suas variações.
Mas enfim, esse gosto tem sido satisfeito ultimamente por alguns cantores novos que estão surgindo revigorando os velhos estilos, rejuvenescendo, alguns, até os deixando mais próximo do Pop. Uma dessas artistas é Madeleine Peyroux.
Ela tem sido vendida como a nova diva do jazz, contudo, isso é só publicidade. Peyroux está longe de ser uma diva e dá claros sinais de que nunca quis ser e não pretende mudar isso. Madeleine é simples, canta de calça jeans, com um visual leve e despretensioso. Mais do que isso, ela é extremamente tímida. Pode parecer estranho dizer que alguém que sobe ao palco é tímido, mas ela é. Sempre retraída, falando pouco, vem, faz seu show e, apesar da fama adquirida, ainda espera uma aprovação da platéia, um sinal de que está fazendo a coisa certa.
Quanto a música, ela realmente tem uma base forte de jazz, mas um jazz bem calminho, bem gostoso para ouvir pensando na letra e em todos os sons que compõe aquela música. Contudo ela não se limita ao jazz, notam-se claramente várias levadas puxadas do blues e, pelo menos em uma música, ela mostra que conhece bossa nova e um pouco de samba fazendo um som quase que brasileiro.
No geral ela é encantadora. O show é agradável e a banda que a acompanha é fantástica. Na verdade, apesar de toda a publicidade estar centrada nela, no palco, ela dá bastante espaço para os músicos que a acompanham e eles sabem o que fazem.
É isso, se alguém que acompanha o blog estava lá, fale aí para a gente o que achou.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Estamos Ouvindo
Sempre tive vontade de falar um pouco de música até porque, sempre que estamos lendo ouvimos alguma coisa. Então agora no blog, conforme o tempo for permitindo vou falar de algumas coisas que eu gosto de ouvir.Para quem não sabe, provalmente a maioria das pessoas, o nome verdadeiro dele é Damon Cough e não é motivo de preocupação se você nunca ouviu falar dele nem da sua música. Apesar de ter feito a trilha sonora inteira do bem sucedido filme About a Boy e de ter vários discos gravados ele é um verdadeiro exemplo de música pop desconhecida.
Parece ser um contrasenso dizer que algo é pop mas que ninguém conhece. Acontece que pop não quer dizer simplesmente que é popular, famoso. Longe disso, pop é um termo que passou a designar toda uma estética que abrange música, literatura, quadrinhos e outras artes.
Isso é Badly Drawn Boy, um músico que tem um estilo só pode ser chamado de pop, mas um alcance que passou a ser chamado de indie, que, por si só, é outro contrasenso. Indie quer dizer que o produto é independente, contudo, como boa parte dos músicos “indies” BDB é tem seus álbuns lançados por uma Gravadora de grande porte e, de indie mesmo, só tem um público mais restrito.
Enfim, se conseguirem achar, deve dar um pouco de trabalho, mas a Livraria Cultura tem alguns cd´s dele, e pela internet tem espalhadas algumas músicas dele. Aliás, no próprio site do artista, http://www.badlydrawnboy.co.uk/ você pode ouvir um pouco desse delicioso som.
Para vocês pensarem eu deixo dois versos da música You´re right do cd Have you fed the fish? que tem tudo a ver com a questão existencialista de Rob no romance Alta Fidelidade (clique aqui para saber mais sobre o romance).
“And songs are never quite the answer
