Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Em caso de Felicidade

Como faz tempo que não posto nada aqui, hein.

Nesse meio tempo andei lendo bastante, pouca coisa de quadrinhos, na verdade, mas muitos livros excelentes.

Um dos primeiros dessa safra de boas leituras foi "Em caso de felicidade" um delicioso romance muito bem escrito por David Foenkinos.

Eu recomendo o livro fortemente à todos. É um texto muito bem escrito e uma história cotidiana com personagens fantásticos.

Quem quiser saber mais tem uma resenha minha no Homem Nerd.

Para comprar o livro clique aqui.

Ah, quem me indicou esse belíssimo livro (e me emprestou, inclusive, foi o Diego)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sete de Paus

Acabei de ler Sete de Paus, o romance policial de Mario Prata. Olha, não que eu esperasse menos, mas fiquei impressionado. 

Sabe, acho que um grande problema é que os jornalistas que resenham os livros focam em um ponto peculiar da história, algo que eles acham que se liga com a carreira do autor e falam só sobre isso. Então quando você pega o livro fica esperando aquilo que eles tanto falavam e se surpreende quando descobre que aparentemente eles leram dois capítulos do livro. 

O Estadão gastou resenhas inteiras para dizer que Mário Prata levou um detetive para o spa e, meu deus, isso é quase uma nota de rodapé da história que tem um bilhão de coisas geniais para serem comentadas. 

A grande sacada do livro é a narrativa. Já começa com o grande diferencial descrever os personagens em notas de rodapé. Cada vez que novo personagem entra em cena, o narrador puxa uma nota de rodapé e faz uma breve e bem humorada descrição que incluí até aspectos psicológicos ou segredo pessoais que não são muito relevantes, com toda cara de nota de rodapé mesmo ou anotação em relatório policial. 

Além disso, a certa altura da história o escritor do livro entra na trama, conhece seu personagem e passa a acompanhar o desenvolvimento das investigações, se interessando pelo caso para o seu próximo romance, que seria um policial.

Outra sacada legal é que diversas falas e partes do livro são recortadas na íntegra de clássicos da literatura policial. No final do livro tem até um posfácio relacionando todos esses trecho indicando os autores e falando um pouco sobre cada autor de romance policial. Ele também usa excelentes citações de romances policiais entre os capítulos. 

Enfim, para os fãs do gênero é um livro imperdível. Eu li em menos de uma semana (eu estou revezando com On the road), nesse tipo de leitura, sempre chega aquele ponto em que a curiosidade fala mais alto e nos obriga a ler sem parar. 

Leia aqui um texto sobre o gênero policial no Pop Balões.

Compre o livro na Cultura por este link. Se gostar do Mario Prata, recomendo fortemente James L.I.N.S. outro romance divertidíssimo dele. 


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

On the Road

Estou dando um tempinho com os quadrinhos. Li bastante coisa legal, tenho um punhado de Marvel pela frente, então estou aproveitando para curtir alguns livros. 

Acabei a primeira parte de On the Road - Pé na Estrada o clássico da geração beat escrito por Jack Kerouac, que batizou a geração beat. É engraçado que se fala tanto desse livro e lendo o prefácio escrito por Eduardo Bueno você tem vontade de ler todos os livros de Kerouac, menos esse. 

Na verdade lendo a introdução eu lembrei porque eu detesto ler introduções... tanto que eu pulei a introdução, li toda a primeira parte e só então fui ler a dita cuja. 

Uma coisa interessante é que falam que esse livro é sobre a viagem de Sal Paradise e Dean Moriarty pelos EUA, contudo, nessa primeira parte, que toma praticamente um terço do livro, os dois quase não se encontram. Como bem resumiu o Diego pelo que eu lhe contei, parece a história de como Sal e Dean se desencontram.

Outra questão importante é que a linguagem dele. É uma linguagem chata, que não flui tão bem, você quer acompanhar aquela história fantástica, mas não consegue ficar ali mais de dois ou três capítulos seguidos. Inevitavelmente é necessária uma pausa, ler outra coisa e depois voltar. 

A explicação para isso está no prefácio. Jack escreveu o livro em seu estilo espontâneo, mas no decorrer dos anos que ficou tentando publicá-lo foi reescrevendo e, aos poucos, matando parte daquela naturalidade impulsiva da sua escrita. Pior que isso, quando a editora Viking finalmente resolveu publicar, eliminou mais de 120 páginas de história e adaptou o que achou necessário no meio do caminhou, tornando o livro bem diferente da visão original de Kerouac. 

Apesar disso tudo estou adorando ler On the Road. É uma coisa sensacional que vale pelo espírito da época que ele realmente capturou. Ver como o mundo era diferente, ver como tudo era mais simples, imaginar um cara em uma grande viagem pelos EUA cruzando o país de costa a costa com 50 dólares do bolso é surpreendente. 

Fora que a empolgação com que ele fala sobre tudo, a energia que ele tem, sei lá, dá aquela sensação libertadora de querer ser como ele. Um dia ter o desejo de ser um operário na colheita de algodão pela vida toda, no outro voltar para a estrada. 

É maluco, é interessante, não sei se manterei essa opinião até o final, mas aqui eu diria que é uma leitura obrigatória. 

Se interessar compre o livro na Cultura por R$ 19,50 (edição de bolso é claro, ideal para acompanhar nas viagens!)

domingo, 2 de novembro de 2008

A navalha do leitor


Encontrei esse ótimo post no Blog do Torero, em que ele fala de sua leitura do livro "Quando Nietzsche chorou". Ele explica que não conseguiu terminar a leitura e que não gostou muito do que viu até então. Mas também faz umas considerações sobre o sucesso que o livro teve, analisando o texto e justificando suas opiniões.

O que atraiu no texto do Torero é que ele consegue expressar um sentimento ao qual estou muito familiarizado, que é um mal-estar por desgostar de livros que só pretedem ser "bom entretenimento". É uma espécie de receio de parecer conservador ou pedante por preferir um livro, filme ou música que signifique algo além do óbvio.

Sou leitor apaixonado por clássicos de todos os gêneros e estilos e também de autores modernos mais "engajados" e "experimentalistas", como Gabriel García-Márquez (principalmente o "difícil" Cem anos de Solidão), Ignácio de Loyola Brandão e Milton Hatoum. Fico meio mal quando algum amigo diz que o livro de contos de Alan Moore é o máximo sem conhecer muita coisa, mas não me acho no direito de assumir um tom professoral, afinal todo mundo é livre para ler o que quiser.

Mas também tenho medo do relativismo a que isso pode levar. É uma série de paradoxos que estão aí o tempo todo para quem transita entre o popular e o herudito de qualquer arte. Só entreter é pouco para uma obra? E o conhecimento e o empenho formal dos autores, não podem ser também fonte de prazer? Além da tal questão da "densidade" do livro, ou seja, a razão entre o seu volume e sua mensagem. Ainda tem gente que acha que um livro grande é bom sinal de que a pessoa lê bastante.

Num país como o nosso, existe a tendência de se comemorar qualquer leitura, qualquer marca do mercado editorial. Outra coisa que me incomoda um pouco, pois sempre deixa a impressão de que devemos comemorar por que poderia ser pior (da mesma forma como acontece na política em relação a muitas questões sociais). 

O que me conforta um pouco é a idéia de que a arte sempre pode ter significações diversas e abertas. E que ela, queira ou não, faz parte de um mundo em que problemas de todo tipo existem aos montes. 

PS.: Para comprar o livro na Livraria Cultura clique aqui.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

rapidinha


Eu sei que já tem um bom tempo que o site está sem novas atualizações, mas estamos resolvendo isso.

Enquanto não mudo a capa e coloco novas matérias, vocês podem ler essa resenha do filme do hulk aqui pelo link direto:
http://www.popbaloes.com/mats/hulk.html

Para não dizer que fiz um post só com isso, amanhã na Livraria Cultura da Paulista às 18:30 vai acontecer o lançamento do novo livro do filósofo Eduardo Gianetti : O LIVRO DAS CITAÇOES - UM BREVIARIO DE IDEIAS REPLICANTES.

Sou fã desse autor desde que li um outro livro dele chamado Felicidade, que, apesar de ter nome de livro de auto-ajuda, é um excelente trado filosófico sobre o tema.


sábado, 26 de abril de 2008

Republicações literárias


Não é só entre os fãs de quadrinhos que as republicações estão na moda. Este ano tem sido muito movimentado no ramo de reedições de obras de escritores brasileiros. Além da comemoração do centenário da morte de Machado de Assis, com uma grande variedade de edições em sua homenagem, já saíram reedições das obras de João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Mário de Andrade e da obra adulta de Monteiro Lobato.
Em geral, esses lançamentos costumam ser em um formato chamativo, sofisticado, um hábito comum no mercado brasileiro de livros e que é uma faca de dois gumes para o leitor. Se por um lado ajuda a chamar a atenção para o livro e oferece um material de qualidade, durável; de outro eleva o custo de forma às vezes desnecessária.
Há certas compensações neste mercado de livros de preço elevado. Uma rápida comparação com a apresentação de livros de outros países mostra como os brasileiros estão muito a frente em relação a desing de capas e formato. Isso com certeza é uma particularidade do nosso mercado livreiro que deve explicar algumas coisas sobre nossa relação com a leitura, uma vez que no design do suporte material do livro existem signos que acabam por dialogar com o conteúdo da obra, de modo que o objeto que o leitor tem em mãos torna-se ainda mais uma antena para certos valores e pensamentos.
Porém, seria bom ver esses mesmos autores podendo chegar a novos perfis de leitores, com menor poder aquisitivo. Especialmente os citados acima, cujas obras oferecem olhares especiais sobre os parodoxos e vicissitudes da sociedade brasileira.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Memórias de minhas leituras tristes


Eu fiz um texto para o Pop Balões por esses dias (logo eu coloco no ar) falando de um livro do Gabriel Garcia Marquez que li recentemente. Antes de mais nada vale dizer que o livro é do nobre amigo Diego, um amigo nosso deu de presente de natal para ele, mas mandou para mim para entregar e, nesse meio tempo, acabei lendo de uma sentada só. (Caberia um parênteses aqui sobre mulheres fazendo compras, mas não vou dizer nada para não parecer machista, só que, as vezes, enquanto elas olham meia dúzia de lojas dá para se ler com folga um ou mais livros).

Bom, acabei divagando, o que eu queria dizer é que depois que li o livro e gostei muito dele fui ver algumas críticas e me decepcionei com o fato de a maioria serem negativas, no texto eu explico melhor isso e onde eu acho que os críticos erraram. Outra coisa que me revoltou muito é uma certa leitura superficial e igual que quase todos os resenhistas fizeram. Eles abrem seu texto dizendo que o livro segue uma tradição do romance Lolita e outras histórias de velhos e ninfetas.

Sim, o “fato gerador”, por assim dizer, da história é esse, mas, o encaminhamento é outro. Pra mim, esse é um livro sobre amor platônico e como isso pode tomar uma forma diferente, mas não deixa de ser algo criado em nossa cabeça.

Enfim, leiam o texto no site, e se puderem leiam o livro porque vale muito a pena.
Se quiserem comprar, podem comprar na livraria cultura por aqui:

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Mais uma para reclamar



Pode até parecer que a gente e boa parte dos fãs de quadrinhos temos implicância com o pessoal da Panini e da Mythos (que faz a maior parte do trabalho editorial da Panini). Aqui no blog mesmo o Liboni já falou da grande mancada que se tornou a edição Rumo à Guerra Civil, da Marvel, e nosso amigo Eduardo Nasi mostrou nas suas resenhas para o Universo HQ como eles desperdiçaram a idéia do lançamento do site deste mesmo evento sem fazer divulgação nem mesmo nas revistas ligadas a ele.

Mas isso chega a ser pouco perto do que o
UHQ noticiou ontem e hoje. Nada justifica os dois equívocos cometidos pela Mythos: lançar um produto parecido demais com um outro produto de sucesso que não lhe pertence e ainda por cima lançar a publicação sem nenhum dado sobre como entrar em contato com a editora.

Por mais bem intencionada que a editora tenha sido, não tem como não desconfiar de uma situação dessa. Como diria meu amigo Celsinho, isso é "papo de sorveteiro sem troco" pra enrolar freguês. No histórico desse pessoal então, a coisa fica mesmo parecendo mais grave.

Nesse caso o insulto à inteligência do leitor e o desrespeito ao trabalho original não têm justificativa. Mesmo sendo quase a mesma editora, a identidade visual dos mangás da Panini foram criadas por um artista para aquele determinado produto. Aproveitá-lo para uma outra publicação que não tem exatamente a ver com o original é pura sacanagem. Criar um novo nome fantasia para a empresa, sem referências, passando-se por desconhecido, é ainda pior, tem cara de golpe.