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terça-feira, 27 de abril de 2010

Battlestar Galactica

Vamos tentar de novo.

Esses tempos assisti a excelente série Battlestar Galactica (o remake). É um tanto difícil definir a série que faz uma releitura de um clássico de Sci-fi para TV.

A Galactica original foi produzida com refugos de Star Wars e, apesar dos poucos recursos tecnológicos da época, conseguiu impressionar muita gente.

A nova versão até poderia contar com mais recursos - tanto financeiros como tecnológicos - mas acaba acertando em cheio ao se ater ao básico.

Sem exageros, sem forçadas de barra para produzir um espetáculo visual a série se sustenta com uma trama muito boa e atores que caíram muito bem para o personagem como Edward James Olmos no papel do líder militar da Frota Estelar, Coronel (posteriormente Almirante) Adama.

A trama principal da série é a sobrevivência dos últimos humanos após o ataque dos Cylons - robôs criados pelos humanos que evoluíram e agora possuem modelos que, inclusive, se parecem com os humanos.

Os humanos sobreviventes têm que abandonar seu lar nos sistema planetário conhecido como "As Doze Colônias" e parte para o espaço em busca de uma lendária 13ª Colônia de localização desconhecida: a Terra.

Interessante notar que não é uma série sobre grandes explorações espaciais. O espaço e as naves são o cenário onde se desenvolve a história, contudo não espere encontrar alienígenas estranhos. Aparentemente os únicos viajando por aí são os humanos e sua criação que se voltou contra eles: os Cylon.

Vale a pena ver Battlestar para acompanhar as discussões políticas, religiosas e científicas desenvolvidas nos episódios. Vale também por episódios com muita ação e tensão, como "33 minutos" logo no começo da série e o Motim que desenrola na última temporada. E, é claro, impossível não viver aquele suspense ao descobrir quem é ou quem não é um Cylon infiltrado na Frota Estelar.

De cabeça não vou conseguir reproduzir duas das minhas falas preferidas de Adama, mas é algo mais ou menos assim:

1- A presidente pede para os militares passarem a policiar as naves, já que eles são os únicos com o treinamento necessário.
Adama: ... A função da polícia é servir e proteger o povo e a função do exército é combater os inimigos do povo. Quando os militares passam a agir como policiais a situação tende a ficar confusa e o inimigo pode passar a ser o povo.

2- Uma personagem Cylon pergunta para o Adama após ele lhe dar uma missão muito importante: Como o senhor sabe que pode confiar em mim?
Adama: Eu não sei. E isso é que realmente é confiar.

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Leia também sobre a série original nesse completo texto do Adriano no Pop Balões

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Série de Séries: Lost



Acho que é impossível abrir uma série de posts sobre séries sem falar de Lost.

Lost é importante por dezenas de motivos: atraiu o grande público para um tipo de série que normalmente ficaria relegada à nichos de fanboys;
ofereceu algo extra para esses fanboys se sentirem mais fãs que o grande público (os ARG`S, wiki sites e uma gigantesca convergência cultura);
inovou na narrativa (tanto com os flashbacks e flasfoward quanto com o trabalho com um elenco grande onde cada personagem é mais do que apenas um coadjuvante);
é praticamente atemporal (pegar os dvd´s hoje e assistir é tão interessante quanto ter acompanhado quando passou);
mas, o mais importante, é que é uma série legal e muito intrigante.

Já disse que comecei muito tarde a ver Lost - somente no ano passado peguei os boxes da série e comecei a assisti-los. Acho até que gostei mais de ver dessa forma. A série é algo que te prende tanto que ter que esperar ano a ano as folgas entre as temporadas americanas, ou mesmo esperar entre as semanas deve ter sido uma tortura. Já sinto isso pela 6ª Temp. que estou assistindo agora pela TV porque não agüentaria esperar os DVD´s .

Assim como não sei explicar os mistérios da Ilha, também não sei justificar o sucesso dela. No máximo, consigo elaborar algumas teorias como esse texto no Pop Balões.

Mas depois de ver a quinta temporada e o primeiro episódio da 6ª posso dizer sem dúvida que é algo que precisa ser assistido.

Pra fechar vale dizer que das 5 temporadas fechadas as minhas preferidas são a 2ª - com a escotilha, o salto de fé que é apertar o botão a cada 108 minutos- e a 5ª quando conhecemos vários pedaços da história da ilha e ela se mostra um cenário muito complexo e interessante.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

24 Horas – 1ª temporada


Assisti toda a primeira temporada de 24 horas e confesso que virei fã da série. Esses thrillers de ação nos proporcionam um momento de descompressão total tão bom. Tudo é tão rápido na história, tão frenético que inevitavelmente você esquece da sua vida, dos seus problemas e fica ali naquele momento Jack Bauer acompanhando os tic´s do relógio.

Vale dizer que vendo a primeira temporada eu tive a sensação de que todas aquelas listas sobre Jack Bauer ao estilo Chuck Norris´ Facts não tinham nada a ver.

A primeira temporada é muito bem roteirizada, muito bem dirigida, tem bastante ação, surpresas até o último minuto, mas Jack Bauer não é tão fodão como se falava. Não que ele não sue a camisa, mas você não vê ele realizando atos impossíveis, é tudo bem coerente.

Ainda assim a primeira temporada e fundamental para se entender como Bauer vira o sujeito super-obstinado e capaz do improvável que o torna famoso.

Esse ponto de mutação acontece perto do final da primeira temporada, no momento que dizem para ele que a filha dele morreu e ele entra no galpão onde estão os terroristas para matá-los.
Se você pensar bem, Bauer é um agente de campo, super-treinado e com grande experiência de combate e guerrilha, mas ele está em um emprego tático, quase burocrático, cheio de amarras e preocupação com o futuro da sua família. No momento que ele se vê sem nada mais para se preocupar, ele se libera e parte para cima com tudo que tem.

Aliás, é nesse estado sem travas e com muita raiva que ele começa a 2ª temporada. Onde ele parte para cima dos inimigos com tudo que tem logo de cara.

No geral, eu acho que vale a pena ver a série. Pelo menos a 1ª temporada eu já posso recomendar. A 2ª eu falo sobre ela logo mais.

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Compre aqui: Temp. 1 / Temp. 1 a 6

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Netmovies - 30 dias e 37 filmes depois

Tem algum tempo que eu vivia um dilema com a TV a cabo. Gostava do fato do fato de ser algo praticamente “encanado” fluindo para a minha casa com uma certa dose de aleatoriedade.

Ali eu tinha a oportunidade de ver filmes que parecem ruins, que não chamariam a atenção, pois eles estão ali, passando na sua frente, incluídos em um valor que você já pagou.

O problema disso tudo é que é um serviço muito caro, baseado em reprises e que, aos poucos tem caído de qualidade. Enfim, por várias razões resolvi reduzir drasticamente a TV a cabo para um pacote básico e assinar um serviço de locadora virtual como da Netmovies.

A proposta deles é que, por um valor fixo mensal você pode ter sempre uma quantidade X de filmes na sua casa. Você pode tanto ficar com os filmes o tempo que quiser, quanto trocar todos os dias. Os filmes são trocados diretamente na sua casa, por um motoboy e seguem mais ou menos uma lista que você cria.

Eu acabei optando por um plano de 2 DVD´s em casa e fiz quase todas as trocas possíveis assistindo em um mês a quantidade surreal de quase 40 DVDs.

A graça desse serviço está no fato de que, com um valor fixo você se permite se aventurar por filmes pouco conhecidos, por aqueles clássicos que sempre quis ver e diversas outras coisas que você acaba não buscando em uma locadora tradicional. Eu, particularmente, no tempo que alugava filmes sempre que o dinheiro pago pela locação valesse a pena, então nunca me arriscava, sempre ia atrás de filmes que tinha certeza absoluta que iria gostar. Nesse esquema já consigo me desprender e pegar várias coisas diferentes.

Aliás, uma das vantagens da Netmovies e o seu acervo gigantesco. A empresa conta com milhares de filmes, séries – inclusive nacionais – dá a impressão que tentam adquirir tudo que sai em DVD, tanto que no acervo consta alguns vídeos para adestramento de cães.
A alardeada vantagem do motoboy que vai até a sua casa, pra mim não é tão relevante. Eu até preferiria que existissem algumas lojas físicas onde a gente pudesse ir devolver o filme e escolher o próximo, os tais dvd´s clube que parece que se extinguiram.

O problema de ser uma empresa 100% virtual é a forma que você escolhe os filmes. Você pode fazer uma lista gigantesca, mas dificilmente sabe que filmes receberá. Os dvd´s são classificados em “espera longa, média, curta e disponíveis” – algo que não é muito claro no site, mas que com o tempo você percebe é que esses não são exatamente marcadores de tempo de espera e sim medidores de quantidade de procura daquele título.

Imagino que esses marcadores de espera devem apavorar os clientes que acabam de assinar. Eu mesmo fiquei encanado com a quantidade de filmes em “espera longa”.

A técnica que eu tenho usado é ordenar os filmes que quero ver pelo tipo de espera - iniciando na mais longa até a disponível. Assim, o sistema privilegia a entrega desses filmes de “espera longa” me dando a oportunidade de vê-los sem esperar tanto e, quando eles não estão disponíveis a busca vai descendo até algum título disponível.

Isso funciona na maioria dos casos – salvo grandes lançamentos, Gran Torino, por exemplo, é o primeiro da minha lista desde que eu assinei e até hoje não o recebi.

Mas no geral não me importo muito com isso, gosto dessa aleatoriedade do sistema deles, afinal, de uma forma ou de outra, virá sempre um filme que você quer ver – não necessariamente na ordem que você quer, mas não é algo que você não pediu.

Nesse esquema assisti vários filmes clássicos, filmes argentinos, séries que sempre quis ver (Lost e 24hs) e até alguns lançamentos mais alternativos.

No geral acho que é um serviço muito interessante, de preço justo, que tem suas falhas como todas as empresas, mas que vale a pena. A Netmovies é o mais próximo que se pode encontrar de entretenimento servido no esquema "rodízio". Isso acaba fazendo dela o melhor canal a pago que você poderia ter.

Das falhas, a maioria acredito que sejam questões tecnológicas do site e também um pouco de falta de clareza nas informações. Talvez um ou dois tutoriais em vídeo ajudariam muito a reduzir o “pânico” inicial que o cliente sente - afinal, esse não é um serviço comum, que todos já sabem de cara como usar bem - acho que hoje a netmovies só tem dois concorrentes que seguiram o seu rastro.

As melhorias necessárias são mais para o crescimento da empresa em si do que para os clientes. Elas tornariam o serviço mais compreensível e reduziriam o número de “chamados” que o cliente tem que fazer para o site.

PS: Há uma semana a Netmovies lançou um serviço chamado Live, que você pode ver alguns filmes diretamente na tela do computador. Ainda não foi explicado os limites para os clientes, mas para quem gosta de assistir filmes no computador é uma boa opção. Eu prefiro assistir TV, na TV. É uma pena que isso parece que está caminhando para extinção e, um dia, o único entretenimento da casa será o computador.

PS2: Por mais que tenha gostado da Netmovies se algum dia uma locadora do bairro passar a funcionar nesse esquema de assinatura, eu certamente trocaria o site por uma loja física. O que posso dizer... por mais que goste de tecnologia, em alguns aspectos sou bem antiquado.

PS3: A netmovies está no twitter (@netmovies) e "tweeta" um apanhado de links bem bacanas com notícias de cinema.

domingo, 26 de julho de 2009

My Lost Experience 1-1

Nunca me considerei na crista da onda em nenhum assunto, mas confesso que sempre enxerguei Lost como um trem que eu tinha deixado passar na estação. Sempre havia a possibilidade de ver os DVD´s, mas nunca me aventurei exatamente, foi só depois de ver Fringe que comecei a pensar mais na série, já que elas têm o mesmo produtor: JJ Abrams.

Mesmo durante Fringe ainda não tinha decidido de me aventuraria pela ilha de Lost ou não. O martelo foi batido no meio do novo filme de Star Trek – também de JJ – quando eu pensei: Preciso ver Lost.

Enfim, agora estou aqui, depois de ver os quatro primeiros episódios praticamente duas vezes - já que teimei em ver também a versão deles com os comentários dos produtores - até estou feliz por saber que tem tanto ainda pela frente por ver.

Sei que essa não é a melhor ideal de ver séries, eu mesmo gosto de acompanhá-las na TV, no seu ritmo certo, mas fico feliz por hoje em dia a maior parte das boas série saírem em DVD e nos darem a oportunidade de assisti-las novamente ou – como no meu caso – pela primeira vez.
Até o momento a série me impressionou muito. Assisti os quatro episódios de uma tacada só e, quem acompanha a série provavelmente vai concordar comigo, o quarto capítulo, centrado no Locke, é genial do começo ao fim.

Da mesma forma que não sabemos por que o urso polar está na ilha, não sabemos como Locke volta a andar, mas o interessante da série o fato dela ser assim. Como os produtores comentam no DVD, eles acabaram de matar um urso polar e não surtam com a razão de um urso polar estar ali. Os personagens estão tão chocados com toda a situação, tão centrados nas suas próprias vidas que logo perdem o interesse pelo lado bizarro da história e volta a se preocupar com eles mesmos.

PS.: o nome desse post – que provavelmente vivará uma série - foi tirado de um antigo blog do Eduardo Nasi (http://mylostexperience.blogspot.com) provavelmente baseado no site inside the experience. Estou evitando ler esses sites sobre a série no momento pois felizmente consegui me manter livre spoilers no decorrer desses anos e quero aproveitar isso.

PS2.: A imagem desse post é um urso polar que aparece na HQ que o menino está lendo na história. Depois o bichão fica um tanto mais paupalvel para os personagens.

PS3.: Você pode comprar o 1º box de dvds da série na Livraria Cultura

sábado, 25 de julho de 2009

Monty Phyton´s Flying Circus

Comecei a assistir os DVD´s do clássico da comédia inglesa Monty Phyton. Na verdade, apesar deles serem do finalzinho dos anos 60 e servirem de base pra muito do que se faz de comédia até hoje, chamá-los de clássicos acaba sendo uma ofensa pois eles eram muito irreverentes, diferentes, anárquicos, quase uma afronta para as produções que seguiam linhas clássicas.

Flying Circus foi o primeiro programa desse grupo de atores irreverentes e contava com a presença do brilhante de Terry Gilliam que fazia as animações apresentadas no decorrer da série. Ele misturava um desenho clássico, com situações surreais arquitetadas para funcionar perfeitamente na estética stopmotion disponível na época.

No geral estou me divertindo muito e só estou no primeiro DVD!

Tem milhares de vídeos deles no youtube, selecionei dois muito bons e que têm uma correlação direta com quadrinhos. O primeiro é o genial Bicycle Repairman e o segundo é a A vida chata de um corretor de ações (esse segundo, além da genial animação no final, impressiona pela ousadia de mostrar uma mulher com os seios de fora na BBC em 1969).

Vale muito a pena procurar os dvd´s.




PS.: Você pode comprar o primeiro dvd de Flying Circus na Livraria Cultura

domingo, 14 de junho de 2009

Flight of the Conchords

Eu sei que estou meio atrasado, mas sempre é tempo de descobrir novas séries na tv. Semana passada graças ao Guilherme - editor do Homem Nerd - decidi dar uma chance para Flight of the Conchords.

Essa série que passa nos canais HBO mostra a dupla de músicos neozelandezes Bret McKenzie e Jemaine Clement tentando o sucesso.

A grande graça da série são as músicas cômicas da dupla como esses dois vídeos aí embaixo. Eles fizeram fama com esse estilo misturando humor e músicas em um programa de rádio na BBC e depois foram para a TV onde retrataram uma completa falta de traquejo social na vida pessoal dos dois músicos - além dos impagáveis clipes musicais.

O primeiro vídeo mostra um divertido coro de ex-namorada e o segundo, acústico, fala de um futuro onde os robôs mataram todos os humanos. Vale a pena conhecer.




terça-feira, 12 de maio de 2009

Tudo que é sólido pode derreter


Ainda vou escrever uma matéria completa sobre essa nova série da TV Cultura, mas queria registrar minha alegria de ver uma produção tão boa na televisão aberta.

Tudo que é sólido pode derreter segue a tradição das boas séries infanto-juvenis da Cultura, que vem desde Mundo da Lua. Longe de ser piegas ou didático demais, a série mostra como obras literárias que a gente estuda no colegial têm a ver com nosso dia-dia.

Duas coisas sempre me chamaram nessas produções da Cultura: a caracterização do jovem protagonista (no caso, Tereza) e do espaço urbano e doméstico. Este último principalmente é raridade na televisão brasileira, que mesmo quando sai do estúdio cria casas e cidades que nada tem a ver com a realidade do povo. Sinto um prazer enorme em ver um ambiente rico como aquele na tv.

Pra melhorar, a Cultura ainda tomou a decisão inovadora de disponibilizar os episódios da série na internet, com outros conteúdos adicionais (como trilha sonora e textos das obras literárias). Vale muito a pena conferir aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

House

House é uma série genial, muita gente já percebeu isso, muita gente fala isso. Tem episódios fantásticos, temporadas incríveis, como a 4ª que começou muito bem humorada em um clima de reality show com House selecionando uma nova equipe e terminou nos intensos e absurdamentes tristes A Cabeça de House e O Coração de Wilson (eu recomendo muito essa 4ª temporada... é genial, mas precisa ser vista inteira para formar sua intensidade).

Mas uma sacada muito boa da série é que o personagem principal, o Dr. House, não é um grande herói, muito pelo contrário, ele é o mais falho, o mais fraco de todos os personagens da série. 

Tome o episódio exibido ontem no Universal por exemplo, "A Picada", House como sempre resolve genialmente o caso, dá conselhos como um guru espiritual, todos evoluem, repensam a vida, vão para a frente. Todos ouvem o que House fala, se sentem provocados e fazem algo. 

E ele? No final, na hora dele fazer uma mudança na vida dele, ele chega bem perto, mas não tem a coragem suficiente para mudar nada. Continua sempre com a mesma vida triste e miserável. 

Em um único episódio temos toda a construção do personsagem como herói, como campeão imbatível e depois a desconstrução, expondo ele como um fracasso total que não consegue fazer o que todos os outros personagens fazem. 

Enfim, House é ótimo. 

Se alguém quiser comprar, todas as temporadas são boas, todas tem episódios geniais, é extremamente recomendada, aqui estão os links da Livraria Cultura:


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Avatar, o Último dobrador de ar

Está passando na Nicklodean a última temporada de O Avatar, o Último dobrador de Ar. 

Não lembro se já falmos dessa série, mas é algo muito legal. Se trata de um desenho animado americano com toda a cara de um animê que conta a história de um mundo dividido em quatro civilizações: A nação do fogo, as tribos da água, o povo da terra e os nômades do ar. Eles viviam em harmonia até que a nação do fogo atacou. 

A cada geração surge um ser poderoso chamado Avatar, capaz de dominar os quatro elementos e que deve ser respeitado por todos. Ele vai reencarnado em ciclo, cada vez em um elemento e, dessa vez deveria ser entre os nômades do ar. Para evitar que o avatar impedisse a guerra o Senhor do Fogo mandou matar todos os nômades do ar. 

O único sobrevivente foi justamente o Aang, o avatar, mas ele ficou desaparecido por cem anos. Quando ele desperta a guerra está em um momento crítico e, antes que o Senhor do Fogo adquira o poder absoluto, ele terá que aprender a dominar os quatro elementos e vencê-lo. 

Sei lá, um post é muito pouco para falar da série porque tem muitas coisas legais. Dois dos personagens mais interessante são o príncipe Zuco e seu tio. Os dois são renegados na nação do fogo e teoricamente próximos na sucessão do trono. Mas o tio é um sujeito que entende o verdadeiro sentido do mundo, do equilíbrio das coisas e isso vai ficando cada vez mais claro na história. 

Por mais que ele pareça tolo, leviano, fraco, é exatamente o contrário. Ele simplesmente optou pelo caminhou mais tranquilo, equilibrado e pacífico que segue e quer ensinar isso para o seu sobrinho. Algo que o príncipe só aprende no bem mais para frente da história, nesse meio da terceira temporada, quando decide se juntar ao Avatar, ensiná-lo a dobra de fogo e ajudá-lo a derrotar o Sr. do Fogo. 

Além de um grande história muito bem construida, o desenho é cheio de pequeno e belíssimos contos que se destacam entre os capítulos. Sem dúvida imperdível. 

O site http://www.mundoavatar.com.br faz um trabalho bem bacana reunindo informações sobre a série. 

A Livraria Cultura tem DVD´s da série, tanto nacionais, quanto importados. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Coisas que se passam quando se está vivo – Retrospectiva 2008

Hoje é 1º de Janeiro e acho que é um ótimo dia para relembrar as descobertas do ano que terminou. O Diego já fez um post bem legal nesse gênero, então muita coisa acaba sendo repedida porque, mesmo a distância, a gente convive muito juntos e acha legal mais ou menos as mesmas coisas.

Assim, nem adianta muito falar de Big Bang Theory, um seriado que a gente adora e que está muito ligado com essa nova visão que as pessoas têm dos nerds. Acho que não precisaria falar da Blip.fm. Falei bastante dela aqui no blog, você deve ter visto os links do blip rolando aqui na lateral do blog, integrado no twitter e no rodapé da página.

Uma coisa que dá para dizer do Blip e do twitter é que são formas diferentes de se comunicar na internet e que aprendi a gostar muito. Você passa mensagens curtas para várias pessoas, acompanha o que as pessoas estão dizendo durante o dia entre outras possibilidades que ainda estamos apenas arranhando.

A blip.fm tem um algo a mais que é a possibilidade de se ouvir e comentar músicas. É uma forma diferente de “consumir” música, livre, orgânica, rápida, genial. Eu adorei a blip, fiz várias descobertas e acho que tem muito mais a descobrir ainda. Para citar algumas coisas novas que tenho ouvido graças a blip, tem a Ida Maria, Spoon e Mendonza Line.

Se você ainda não entrou nessa onda, me visite aqui na blip e aqui no twitter, crie sua conta e passe a me seguir.

Ainda sobre internet, uma boa novidade foi o lançamento do navegador do Google, o Chrome. Ele é um software que a princípio não parece ter nada demais, mas com poucos dias de uso você se afeiçoa e se vicia em suas funcionalidades.

Voltando para a TV, acompanhei os destaques nacionais nos canais pagos: 9mm e Alice. As duas séries bem produzidas dão visões contrárias sobre São Paulo. 9mm é uma história policial, pintando o que a de pior em uma São Paulo dominada pela criminalidade e a corrupção, enquanto Alice tenta criar uma visão apaixonante e glamurizada da agitada vida paulistana.

É claro que eu tenho que falar de quadrinhos nessa retrospectiva, mas isso leva a uma outra descoberta estranha... Esse ano foi o ano que eu descobri os antidepressivos, os psiquiatras, a terapia os florais e uma porção de outras coisas que eu nem acreditava, mas que tem sido muito importante para me recuperar.

Por conta disso acabei lendo poucos quadrinhos esse ano. Até li muitas revistas mensais da Marvel, mas, infelizmente, fiz poucas descobertas.

Por sorte, voltei a ativa a tempo de fazer uma das descobertas mais importantes do ano: Macanudo de Liniers (inclusive, “Coisas que se passam quando se está vivo” é um nome do blog de Liniers).

Graças ao meu amigo Eduardo Nasi eu já conhecia há algum tempo o trabalho do Liniers. Desde 2007 ele vem falando desse grande artista argentino para a gente, mandando tiras, comentando a qualidade superior do trabalho do cara e dizendo como seria importante vê-lo publicado no Brasil. Infelizmente, como meu espanhol é muito rudimentar, me aprofundei muito pouco nas tiras dele nesse meio tempo e só vim a conhecê-lo bem depois da publicação da Zarabatana.

No final das contas, Macanudo foi a melhor leitura que eu fiz em 2008 e acredito que, mesmo que tivesse lido muito mais coisas diferentes como gostaria, ele continuaria com esse status.

Nossa, quase que me esqueço de dizer que esse também foi o ano que eu descobri Sandman, mas acho que bloqueei isso da memória porque leva ao triste fato do encerramento das atividades da Pixel.

Como sobre o Batman já falamos exaustivamente, acho que é isso até onde a memória alcança.

2008 também foi um ano com bons amigos como a trupe do UHQ, o Adriano de Avance Moreno, o Flávio da Banca 2000, o Diego (meu irmão de cultura pop), entre outros. Um ano com muito amor com a minha querida esposa.

E no final, 2008 passou, como muitos outros anos, as coisas importantes serão registradas e lembradas e as bobagens insignificantes levadas pelos.

Agora é hora de começar os projetos novos para 2009 e se prepare, porque eles são bem legais.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Top Pop Séries 2

Assim como fiz no Top Pop anterior, aqui estão os clipes do youtube com as aberturas das séries que usamos nesse novo top. O link direto para o texto é esse!

1- MacGayver



2- O Juiz





3- Olho no olho



(veja o elenco!!)


4- Jaspion




5- Kung Fu



(esse foi bem mais difícil de achar)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Quem é nerd?



Ontem o Zé e eu, cada um em seu canto, parou o que estava fazendo para assistir ao Top Top da MTV, que esta semana apresentou sua lista dos "dez maiores nerds do mundo da música". Ao final do primeiro bloco já percebi que o conceito de nerd que eles usaram era um pouco diferente do que eu tinha em mente. Na verdade, era um conceito mais amplo que parece vigorar na mídia em geral.

O programa mostrou músicos estudiosos, CDFs mais ou menos incorrigíveis, amigos dos livros, que tiveram uma vida acadêmica louvável antes de se dedicarem integralmente à música. Estavam na lista a cantora boazuda Alicia Keys e os guitarristas Tom Morello (do Rage Against the Machine) e Brian May (do Queen), que este ano concluiu uma tese de doutorado em astronomia sobre poeira insterestelar. 
Eu já comentei algo sobre isso quando fiz um post sobre a série The Big Bang Theory, como a imagem que as pessoas fazem dos nerds mudou desde a série de filmes que os tornou famosos. Naquela época nerd era sinônimo de CDF mas isso não era uma coisa positiva. O nerd era a negação de todos os valores que a sociedade de consumo da época pregava, era o loser, aquele não se enquadrava, o esquisito. 

Hoje parece que a coisa mudou. Ser nerd virou cool. Muita coisa da "cultura nerd" hoje é reverenciado por essa onda retrô que tomou a mídia nos últimos anos. 

Não sei seria o caso de dizer que o mundo hoje é controlado por nerds. Microsoft, Apple, Google, Nokia nos empurram tranqueiras eletrônicas para o ocupar o lugar do dinheiro nos nossos bolsos. No século que começou com Neo, de Matrix, como seu herói, George Lucas finalmente transformou Guerra nas Estrelas em um mega sucesso para todos os públicos, e não apenas para nerds. Enfim, muita coisa caiu no gosto popular.

A lista do programa da MTV deixou de lado todo o aspecto esquisito daqueles "nerds", fazendo coro com o que o resto da mídia diz. As manias, as coleções de inutilidades, a falta de habilidade social (e até sexual), nada disso é problema para aqueles artistas. Nada parecido com a euforia de dois amigos meus que semana passada assistiram ao primeiro episódio do novo desenho do Batman, The Brave and the Bold, que tinha como vilão o Rei Relógio.

Sabem quem foi o primeiro da lista, o "mais nerd" de todos? Sir Mick Jagger, dos Rolling Stones, por seu invejável histórico escolar e pelo fato de que, apesar de não ter terminado a faculdade de Economia, tem usado muito os conhecimentos obtidos nela para manter a banda mais lucrativa do mundo. Será isso que é ser nerd hoje?

Os personagens de Big Ben Theory são o oposto: rídiculos. Divertidamente ridículos, como convém a qualquer sátira, mas é isso que os faz geniais. Você pode até se identificar, se divertir e achar legal, mas sabe que às vezes os caras fazem papel de babaca e que você certamente já fez coisa parecida. E não está se sentindo igual a um Rolling Stone!

Top Pop Heróis da TV


O Diego tirou não sei de que lugar da memória dele as séries que compõe o Top Pop Heróis da TV que está no ar no Pop Balões. Para você que é como eu e não lembra das séries, ou para aqueles que querem matar as saudades, seguem as aberturas das séries. Ah, se procurar bem no Youtube, dá para ver mais trechos e até episódios inteiros de algumas delas. 

 1-Super-herói americano
A música é de JOEY SCARBURY, Believe It Or Not

2- O Homem de 6 milhões de Dólares
3- M.a.n.t.i.s.

Repare nas duas mulheres que aparecem só no final, elas não poderiam ajudar o cara em algum momento antes?

4- Curto-Circuito


5- Herói por acaso
Olha o cara posando de Dick Tracy!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Rapidinhas

Ontem eu me lembrei de uns textos bem legais que eu li faz um bom tempo de um cara chamado “Adolar Gangora”. Esse figura tem dois textos famosos ligados a música, um é uma análise comportamental sobre a música Eduardo e Mônica e o outro é um conto chamado “Como me fudi no show dos Los Hermanos” (são longos, mas valem muito a pena).

Os dois textos são absurdamente engraçados e garantiram uma fama mítica para o pseudônimo que vem sendo reproduzido por aí sem a maior parte das pessoas saber quem ele é. Para se ter uma idéia, os dois textos já foram adaptados para teatro, o segundo pela global Fernanda Torres, que teve um bom trabalho para encontrar o rapaz.

Ontem quando eu me lembrei disso, dei uma busca no Google e achei um site do cara com o texto dos Los Hermanos e alguns vídeos. Vamos ver ele publica mais algumas coisas.

Mudando totalmente de assunto, viram ontem o CQC? Preciso registrar aqui a conversa entre Danilo Gentilli e Antônio Fagundes:

D: Minha mãe é doida para dar para o senhor.

F: Ah é, qual a idade dela?

D: 55.

F: É uma boa faixa. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tooncast


Não entendo esses executivos de TV. Li no Estado que o grupo que é dono do Cartoon Network, do Boomerang e outros canais vai criar um novo canal chamado Tooncast só para reprisar desenhos antigos. Sabe, Pica-Pau, Mickey, Tom e Jerry, produções clássicas da Hanna-Barbera, Warner, entre uma porção de outros estúdios.

Ou seja, eles vão trazer de volta o Boomerang só que ele vai se chamar Tooncast.

Pra quem não está entendo nada foi mais ou menos assim. O Cartoon tinha um faixa na madrugada para adultos com desenhos clássicos. Essa faixa se tornou tão popular que eles resolveram fazer um canal exclusivo para essa programação, o Boomerang.

Inclusive a sacada do nome era a seguinte: Boomerang, porque tudo que é bom, volta. 
De repente, sem mais nem menos eles mantiveram o nome e aboliram os desenhos do canal (mais ou menos o que a MTV fez com a música). Hoje em dia o Boomerang tem um público pré-adolescente e passa séries de TV como Rebeldes e qualquer coisa que se pareça com Rebeldes. Pense na Malhação e piore isso, essa é a programação do canal.

Agora, do nada os caras querem voltar com a programação do Boomerang, algo que não deveria dar audiência, já que foi substituída pelo RDB só que em outro canal! Essa gente não é muito estranha. Confesso que eu não entendo. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Fallen – Anjos Caídos


Passei boa parte do domingo assistindo uma série em três episódios do canal pago HBO chamada Fallen. Era uma maratona bem longa que iniciava as onze da manhã e se estendia sem trégua até as 15:30, mas resolvi encarar.

Essas histórias de anjos caídos, “bem” e “mal”, céu e inferno sempre me fascinaram. Parecia algo meio tosco, mas por causa da temática eu dei uma chance. E, como esperado, era bem tosco.
A trama basicamente é a seguinte:
No seu 18° aniversário, Aaron Corbett descobriu poderes incomuns passou a ter um
estranho sonho sobre o fim do mundo. Um sem-teto chamado Ezekiel, que alega ser um anjo, conta a Aaron que ele é um Nephilim, metade humano, metade anjo, e que os Poderes, um exército de anjos, estavam vindo para destruí-lo.

No começo, Aaron não acreditava que havia sido jogado no meio de uma batalha de séculos entre os Poderes e os Caídos, um grupo de anjos que havia sido banido do céu. Mais do que isso, ele descobre ser a peça chave de uma profecia, o Redentor, um Nephilim único com o poder de perdoar todo e qualquer pecado, inclusive redimir os Caídos e permitir que eles voltem para o céu.

Assim ele parte em uma jornada redimindo Caídos e tentando descobrir seu verdadeiro passado e futuro.
É aquele roteiro batidão, cheio de clichês, arquétipos, uma mistura de vários filmes
que você já viu só que com anjos. Agora o pior é o lance das lutas. Os anjos invocam umas espadas de fogo que tem muito cara de sabre de luz jedi, ainda mais a turminha dos Poderes que um uniforme parecido com os jedi.

Para piorar, no final é claro aparece Lucifer, o cara malvado por trás de tudo (quem você pensava que seria? Deus? Pfff). Confesso que em todos esses anos lendo e assistindo histórias que tenham anjos e demônios nunca vi um Lucifer tão sem graça, tão mal interpretado e tão pífio quanto esse. Não tem ardil, não tem sutileza, não tem charme nem sedução alguma. Diabinho mais fajuto viu.

O elenco obviamente é o tem a menor constelação de estrelas que você já ouviu falar, são tantos desconhecidos, que nem vale à pena citar. Mas, tem uma curiosidade. Essa mocinha aí da foto, Fernanda Andrade, é uma brasileira e faz justamente a “mocinha” da série. Parece que ela está crescendo em Hollywood mordendo pelas beiradas pequenos papéis.

domingo, 16 de novembro de 2008

AXN Film Festival 2008

Esses dias fiz uma boa descoberta no canal AXN e outra melhor ainda no site deles. Na verdade o que aconteceu foi o seguinte: o blog do Trevisan, aquele da Dragão Brasil e mais um monte de coisas bacanas, fica nesse box aí na lateral integrando a nossa blogosfera. E, pelo Laboratório do Dr. Careca, eu descobri que iria passar o curta Landau 66, com roteiro do Trevisan, no Axn.

Fui conferir e de quebra acabei vendo mais dois curtas muito legais.

Participam do Festival somente curtas-metragens latino-americanos e entre os diversos inscritos, os dez melhores foram selecionados para serem divulgados pelo canal AXN e os três grandes ganhadores receberão alguns prêmios.

Mas independente disso, para nós que não somos do meio do cinema e, sim, telespectadores, o legal é assistir esses curtas que são muito bons. No dia que passou Landau 66 pude assistir Verano 79, que me cativou logo de cara com uma história de amizade muito interessante, e Libre.

Eu sei que deveria estar torcendo para o Dr. Careca, e estou, além da vitória que já foi ser selecionado espero que ele ganhe um dos prêmios, contudo, para mim o melhor dos curtas é esse Venezuelano Libre.

Ele é um filme muito lúdico e muito bem montado sobre como podemos prender as pessoas, mas nunca a mente e a imaginação delas. Além da história, da moral da história que é muito bonita o curta é cheio de pequenos detalhes como a movimentação dos atores nas cenas, sempre eqüidistantes.

Enfim, Libre acabou me conquistando.

A boa notícia do post é a descoberta que eu fiz no site. No hotsite do Festival é possível assistir na integra os dez curtas. A única questão é que depende ou de uma conexão bem rápida ou de um pouco de paciência para carregar os vídeos, pois apesar do frame pequeno, não sei o que a AXN fez, mas manteve a qualidade alta do vídeo e deixou a velocidade para o acesso um pouco penoso.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Alice na cidade das Maravilhas


Já está na metade indo para o final a nova produção nacional do canal internacional HBO: Alice. Essa minissérie conta a história de Alice, uma garota de Palmas (TO), prestes a se casar, que vem para São Paulo para resolver algumas questões sobre a herança de seu pai Ciro, um lutador de Telecatch que se suicidou.

Como a personagem homônima do livro, ela é levada para um mundo louco, colorido que a deixa encantada (na verdade uma balada da alta classe paulistana). A partir daí nasce nela um desejo incontrolável de redesenhar sua vida com todas as cores, sons e sensações que tem direito.

Alice, vivida por Andréia Horta, começa a história como uma jovem insegura e passa a descobrir muito sobre seu passado, seu descontentamento com o presente e o quanto ela quer viver tudo agora sem pensar no futuro. Nessa viagem que deveria ser curta para São Paulo, Alice se descobre e descobre um mundo onde essa nova personalidade se encaixa direitinho.

É interessante que a série mistura muito emoções que normalmente são trabalhadas de formas isoladas para “não se contaminarem”. Ao mesmo tempo em que existe toda uma carga sexual, e, como em toda a produção nacional que se preze, com direito a muitas cenas soft porn, é forte a questão familiar.

Ao passo que Alice aflora sua sexualidade, anda com roupas provocantes e transa com homens que mal conhece, ela tem uma relação toda especial com a irmã mais nova, Célia, com a avó que está em Tocantis e a tia Luli que acaba abrigando a jovem no seu apartamento.

Aliás, a tia Luli é uma história a parte. Além de ser uma senhora toda legalize, ela está iniciando um intenso romance homossexual com outra senhorinha da série. Aí chega naquelas questões em que se acaba passando um pouco do ponto, contudo, se mostram sem cerimônias os seios das jovens atrizes porque não mostrar a cena de amor das senhoras de meia-idade (ou um pouco mais que isso)?

Eu sei que dá para discutir e muito esse lado tão “encantador” de São Paulo. Nem de longe é esse mundo perfeito que tentam vender na série, essa São Paulo higienizada, com uma alta-sociedade descolada de facílimo acesso. Mas... ficção é ficção.

O que vale a pena dizer é que a série tem uma plástica muito boa. A fotografia é digna de cinema, muito bem dirigida, com um visual excelente e acompanhada por uma trilha sonora bem selecionada que envolve de forma a fazer parte das cenas.

Além disso, o roteiro, os personagens, a interpretação dos atores e todo o pacote da série compensa. Pode não ser uma série revolucionária que vai mudar sua vida, mas é uma excelente produção nacional, daquelas que dificilmente vemos por aí.

Outra coisa que vale destacar é que a HBO investiu pesado no marketing. O site é bem feito, com várias formas de interagir, inclusive com um blog da Alice, e-mail, MSN e SMS, e permite que o internauta assista gratuitamente os dois primeiros episódios da série (uma boa oportunidade para quem não tem HBO). Além de outras ações que foram realizadas como a distribuição de pendrives com conteúdo exclusivo da série em faculdades e outros pontos de São Paulo.

Não vai mudar a vida de ninguém, mas recomendo Alice para todos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Dedé volta para a Globo

Sei que não tem nada a ver com quadrinhos*, mas eu passei a manhã pesquisando o tema e leando entrevistas então tenho que pelo menos postar aqui no blog. Não sei se temos algum leitor jovem de mais a ponto de não lembrar dos Trapalhões, mas vai que seja o seu caso, então não custa explicar.

Eles eram um grupo de comediantes na linha do humor físico/pastelão, uma espécie de palhaços para a televisão. Formados por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias ficaram muito famosos no final dos anos 70 e durante toda a década de 80 quando tiveram um programa na Rede Globo e fizeram vários filmes. Aliás, por um tempo o cinema nacional só conseguia chamar a atenção das crianças com os filmes dessa turma.

Em 1990 Zacarias morreu e o programa ficou a deriva, mudando constantemente de formato. Para dar uma idéia ele chegou a ter histórias em Hotel e uma agência de detetives (a Agência Trapa Tudo). Essa fase do programa durou apenas quatro anos, pois em 94 Mussum faleceu e a o grupo deixou de existir.

Após isso a Globo exibiu reprises dos Trapalhões por algum tempo e só seis anos depois trouxe de volta Renato Aragão, o Didi, mas sem seu parceiro Dedé. Por muito tempo se especulou sobre a briga dos dois, algo que tinha até um precedente pois em 83 quase ouve um racha entre Didi e o restante do grupo.

As declarações dos dois artistas sempre foram muito contraditórias, ora dizem que apesar de não terem mais a mesma amizade de antigamente ainda são amigos, ora Dedé dizia não entender porque Didi não o procurou para um novo programa, mas isso são águas passadas.

Muito tempo depois disso parece que Didi começou a articular com a direção da Globo a volta do Dedé, mas eles eram extremamente resistentes alegando que queriam fugir de uma certo clima de nostalgia que o retorno da dupla poderia causar.

No fim, a Globo cedeu (ou pelo menos viu que seria mais lucrativo ter o Dedé de volta) e Dedé será o novo integrante do programa Turma do Didi, já a partir desse domingo. Aliás o Didi prometeu um especial para a volta da dupla nessa edição do programa.

Enquanto domingo nao chega, separei um vídeo do You Tube com os Trapalhões interpretando Super-Heróis (quem quiser, dá para passar o dia todo no you tube revendo os personagens de tantos vídeos que tem.



(Impagável o Robin Desbotado e o Homem-Aranha de Capa)


*Se isso não foi o suficiente para ligar o tema com quadrinhos nosso amigo Marcus Ramone lembrou que existiu o gibi dos Trapalhões uns anos atrás.