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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ponto de Fuga: Não culpe Rob Liefeld


E hoje tem coluna no Universo HQ.

Nosso Ponto de Fuga foi inspirado pelo Fanboy que afrontou o grande astro dos desenhos dos anos 90: Liefeld

Enfim, espero que goste. Leia o texto aqui

sábado, 1 de agosto de 2009

101 Quadrinhos - Os Doze Trabalhos de Asterix

Asterix é uma daquelas hq´s imprescindíveis. Um sucesso mundial que deu muito certo até nas nossas livrarias.

Os irredutíveis gauleses criados por Uderzo e Goscinny eram vistos como uma história em quadrinhos inteligente, muito bem desenhada, ótima leitura para crianças e jovens - que poderiam aprender ou pelo menos se interessar por história – e, ainda por cima, agradava os adultos com seu humor muito bem feito.

Sempre me lembro de Asterix como uma grande falha na minha coleção: algo que li tudo emprestado e, apesar de adorar, nunca tive nenhum álbum do personagem. Quando fui ter dinheiro para comprar Asterix já tinha lido tudo e me não me parecia grande vantagem investir nele com tanta coisa por ler pelo mundo.

Dentre tanta boas histórias, talvez muitas até melhores que essa, Os Doze Trabalhos de Asterix, na minha memória, sintetiza a todas as qualidades das hq´s dos heróis movidos a poção mágica.

Lá vemos a aldeia recebendo uma proposta de Cesar de que ele pararia as tentativas de conquista se eles conseguissem realizar 12 tarefas praticamente impossíveis – plano inspirado na história mitológica de Hércules. Obviamente Asterix, Obelix e Ideafix pegam a lista de tarefas e partem para o ataque resolvendo os mais divertidos problemas.

A melhor da tarefas é quando eles têm simplesmente que pegar um formulário em uma repartição pública romana. Eles quase ficam loucos em um confuso prédio onde ninguém quer trabalhar, nada funciona direito, não existe padrão, ordem e para conseguir um simples carimbo você precisa viajar por trezentos guichês em andares diferentes – mais ou menos como o Detran aqui em São Paulo. Esse é um dos exemplos das ótimas sacadas dos autores que, ao mesmo tempo, criticavam o passado e o presente.

No final obviamente os Gauleses vencem Cesár e comemoram com muito javali, mas isso não o impede de continuar tentando conquistar toda a França nas próximas histórias.

Asterix é um ótimo exemplo de como existe vida inteligente e comercialmente viável além das coisas que já estamos acostumados. É uma pena que não seja publicado no Brasil mais das excelentes HQ´s européias que poderiam agradar tanto quanto os gauleses. Mas, pelo menos, praticamente todas as principais aventuras de Asterix, Obelix e os irredutíveis gauleses foram publicadas aqui pela Record.

PS.: Várias HQ´s do Asterix estão disponíveis na Banca 2000 com um bom desconto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

101 Quadrinhos – Guerras Secretas


Guerras Secretas concentra em si grande parte dos defeitos e acertos que fazem dos quadrinhos de super-herói a gigantesca indústria que adoramos. (leia a nossa coluna no UHQ sobre o Vício na leitura de super-heróis)

Pra começar trata-se de um encontro de todos os grandes heróis da Casa das Ideias. Apesar da Marvel ter se baseado praticamente toda em Nova York e os seus heróis frequentemente se encontrarem esse é o primeiro grande evento onde todos os grupos e heróis independentes se reúnem e, da mesma forma, há uma reunião de super-vilões nunca vista antes. É o confronto entre o bem o e o mal elevado à proporções gigantescas.

Até o que parece um argumento forçado – uma entidade cósmica sequestra os personagens para participar dessa história – se torna algo bacaca pois ganha tônus de experiência social. Alguém querendo entender como funciona o comportamento dos ditos “mocinhos” e dos “bandidos”.

No meio disso uma grande sacada, Magneto, eterno antagonista dos X-Men é colocado do lado dos heróis, consolidando sua posição dúbia.

No lado dos vilões vemos o Homem Molecular, um personagem de imenso poder mas que é muito pouco utilizado pelos roteiristas.

Além da história em si que é divertida, cheia de reviravoltas a série gera reflexos que mudam a vida de alguns personagens, como é o caso do Homem-Aranha. Nessa história que Peter Parker encontra o famigerado simbionte que se transformará no uniforme negro e, posteriormente, no Venom. Outros heróis que são afetados em menor escala são o Coisa e a Mulher-Hulk. O primeiro decide ficar no planeta criado pelo Beyonder e a segunda assume o seu lugar no Quarteto Fantástico.

Para o leitor tudo isso era um grande deslumbre, uma novidade na época – grandes sagas, reuniões de heróis – é claro que por trás de tudo isso tinha o interesse financeiro da editora que lançou a série para projetar mundial uma nova coleção de bonecos. Essa situação muito, mas muito mais grave aqui no Brasil. Para acompanhar o lançamento dos brinquedos pela Gulliver a Ed. Abril (que publicava a Marvel na época com 2 ou mais anos de defasagem em relação aos EUA) mutilou a história alterando personagens, passagens inteiras e até alguns detalhes no final. Nos só fomos conhecer a versão integral da história muitos anos depois em republicações.

Mesmo assim, Guerras Secretas não deixa de ser um marco nas minhas lembranças sobre quadrinhos de super-heróis e, cumpriu sua função – pelo menos no meu caso – de me levar de um leitor apenas de Homem-Aranha para outros títulos, para conhecer mais personagens na expectativa de outros grandes encontros como aquele.

101 Quadrinhos Memoráveis

Como o blog anda meio parado vou começar com uma brincadeira para movimentá-lo. Trata-se de uma lista de 101 quadrinhos que o Diego e eu lembramos e achamos importantes por algum motivo.

A lista não tem critério para sua ordenação, segue o que nos vem a mente. Não se propõe a ser definitiva, não tem parâmetros fechados para inclusão de títulos.

A ideia geral é ser algo sintético que possa montar aos poucos um panorama geral do que são bons quadrinhos para nós. A partir dessa seleção vamos tentar abstrair características comuns e escrever textos mais analíticos e gerais sobre essas características que fazem algumas HQ´s se destacarem das demais, refletir sobre esses aspectos e ver onde isso nos leva.

Para facilitar o acompanhamento disso tudo criei o marcador 101 Quadrinhos que vai ficar aí do lado. Clicando nele você poderá acessar todos os textos publicados nesse tópico.

E convidamos você a mandar sua lista de HQ´s importantes para sua formação como leitor aqui nos nossos comentários. Quem sabe não rola uma compilação legal de listas.

Coluna Ponto de Fuga Atualizada

Hoje tem coluna nova nossa no UHQ. Esses dias estava lendo HQ´s de super-herói e notando como o vício nos movimenta para lê-la. Comecei a pensar mais sobre isso e junto com o Diego montei esse texto.

Esperamos que goste.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Wolverine 45

Mês após mês aguentar essa viagem mental do Loeb é uma praga...

Eles desperdiçaram um bom desenhista para acompanhar um roteiro absurdo que fica em uma viagem de sonhos e agora está remexendo nas confusas histórias da Arma X.

É engraçado que a cronologia de Wolverine sempre foi confusa, mas nenhum roteirista faz nada para melhorá-la, muito pelo contrário, a maioria só piora. Loeb e Daniel Way estão fazendo isso em seus títulos. A cada edição o emaranhado de histórias envolvendo Logan só piora. Muito pouco se esclarece e fazem questão de acrescentar dados novos que aumentam os mistérios e deixa tudo mais complexo.

No geral, Logan é um personagem cuja história nunca anda para frente, sempre se afunda mais em um passado que gira infinitamente em falso. Ao passo que a cronologia dos outros heróis cresce para frente, com um ou outro retcon, a história de Wolverine sempre aumenta para trás, sendo um interminável retcon.

Ainda na revista tem Cable &Deadpool que parece ter sido a última história de enrolação só com o Deadpool. Pelo que deu pra entender, na próxima edição a revista se liga com os eventos de X-Men e volta a ter a participação de Cable. Vamos ver no que dá.

X-Factor que teve um mês meio sem graça. Na verdade todo esse arco da Célula X está meio sem propósito, agora com essa coisa do Pietro de salvar todos os mutantes através do Rictor... fica muito estranho...

terça-feira, 3 de março de 2009

Marvel Max 60

A revista anda bem chatinha...

A história dos Zumbis Marvel e o Ash até salva, principalmente pelo estranhamento dele com os heróis. O momento que ele encontra o Justiceiro também é legal, mas, no geral, é difícil se empolgar tanto porque a gente sabe que ele vai falhar na missão dele.

A outra boa história da revista é o Justiceiro. Sempre naquele esquema militar sacana dele, mas divertido. Não tem muito o que comentar, depois de anos, a série entrou em um ritmo padrão, não que seja chato, é sempre indispensável, sempre bom.

Agora, o restante da revista é sofrível. Cavaleiro Fantasma é muito chato, com aquela arte digital então piora tudo.

Hellstorm tem a vantagem de ser a última edição. Minisseriezinha chaaata. Uma cara de wannabe Constantine, mas sem um pingo de qualidade, ritmo, carisma... difícil... muito difícil...

domingo, 1 de março de 2009

Hulk contra o Mundo: Frente de Batalha 1

Assim como na Guerra Civil a Marvel lançou um especial com uma visão jornalística para o evento Hulk contra o Mundo e, quem está cobrindo a caso são Ben Urich e Sally Floyd com seu novo Jornal Linha de Frente.

A ideia até é bacana, está rolando um misteriozinho sobre quem é o patrocinador secreto deles fora a rixa entre eles e o Clarim Diário.

No geral é mais do mesmo sobre a Hulk Contra o Mundo, até porque, com tantas revistas mostrando a mesma história não tem muito de novo para contar...

No final o grande destaque da revista é uma história chamada Divisão de Fantasiados, onde um policial tem que acompanhar Korg na investigação da morte de um robô amigo do Hulk. É uma história policia bem construída que fica melhor quando ele descobre que acordo que fez com o Korg, a tal servidão judicial, era na verdade um pacto de suicídio e se eles não resolverem o assassinato, terão que se matar.

Fora isso, tem duas historinhas pseudo cômicas, e as duas primeiras edições do Gamma Corps, uma história meio sem graça sobre um grupo de pessoas que odeia o Hulk e recebeu poderes para encará-lo.

É do Frank Tieri, que tem seus altos e baixos, mas essas duas primeiras edições apresentado o grupo são bem fraquinhas.

Avante, Vingadores! 20

Que revista chata...

Bendis que desinventou o balão de pensamento e criou toda uma mecânica para ser falador sem ser cansativo desaprendeu o ofício e se estragou em Poderosos Vingadores.

A história é chata, lenta e absurda. Tá tem um desenho legal, mas isso não salva. Foram seis edições em que o Homem de Ferro estava transformado em uma versão feminina do Ultron e não aconteceu praticamente nada.

É uma péssima estreia para a equipe.

O título para encher páginas que eles colocaram esse mês, Gigant-Size Avengers, conta com uma chatíssima narrativa do Jarvis sobre como receber convidados em festas. Deveria ser engraçado. Sabe, é o Jarvis limpando enquanto os Vingadores lutam, mas aquele texto sobre etiqueta doméstica que acompanha a história é matador.

Agora, a pá de cal da revista é o Homem de Ferro. Mês passado o título parecia que ia entrar nos eixos. Se ligou com Hulk contra o Mundo teve uma história muito boa e tudo bem. Esse mês tudo foi ignorado e boa. Ninguém fala nada, a revista não tem editor, nacional nem internacional e o leitor fica ali... o que aconteceu???

Pra ter uma ideia eu fiquei tão abismado com a mudança abrupta e as pontas soltas que ficaram da edição passada e mais soltas ainda por surgir essa edição que eu fui no site da Marvel para ver se foi publicado na ordem certa no Brasil. Pra mim tudo isso parecia tão absurdo que era mais fácil a Panini ter errado a ordem, ou deliberadamente ter mudado para publicar algo em outro lugar.  Mas não, é assim mesmo.

Só que nota para o leitor, explicar que essa história se passa antes ou depois da minissérie, nada. O editor faltou nesse dia, tanto aqui, quanto lá?

A Iniciativa mostrou um novo grupo, Iniciativa Fantasma, para situações delicadas. O pior que se tem um título fraco, expandindo, mas querendo prender os leitores com o truque mais velho no livro: o personagem secreto. Nessa vez foi é a tal Mutante Zero, que não teve a identidade revelada.

No fim das contas... não vale a pena se prender por causa disso.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Marvel Action 20

Uma coisa que eu sempre falei é que Marvel Action é uma revista que tem o nome certo e entrega o que promete: Ação.

Essa edição tem aquelas típicas revistas comemorativas: Demolidor # 100 que mostra vários personagens da vida do herói e traz vários desenhistas do alto escalão, muitos que nem estão na ativa.

Sabe, é aquela coisa que não acrescenta nada, mas é legal de ver. Uns desenhos muito legais, o Brubaker soube não ser piegas... então, valeu a pena.

Gostei bastante do Cavaleiro da Lua. Teve uma história praticamente sem ele, algo no estilo Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais. Sobre mulheres estupradas, vingança... bem densa, bem forte. É um drama, não tem nada de super-herói. O Cavaleiro faz só uma ponta.

O que ainda não me agrada é o Justiceiro, para piorar esse mês ele matou o Monge do Ódio, quer dizer, eu acho que matou, porque ficou beem subentendido, já que é uma revista do Justiceiro para crianças. Olha... nem sei o que dizer. Para fazer um Justiceiro politicamente correto melhor não fazer.

Ficar nessa de não mostrar as coisas parece aqueles filmes Pornô Soft como a famosa série Emanuelle (já pensaram que todos os homens da série podem ser enucos e que, porque não, alguma das atrizes poderia sem problema algum ser amiga do Ronaldo Fenômeno??). O Justiceiro ou é feito como deve ser feito, pelo Garth Ennis ou outros autores seguindo essa linha com essa liberdade, ou melhor não tentar, porque indo por aí logo teremos ele voltando ao estado de anjo. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

X-Men Anual 3

X-Men First Class é a prova que os mutantes da Marvel envelheceram e ficaram chatos. Ler as histórias da primeira turma de mutantes escrita por Jeff Parker nos faz viajar para tempos mais simples, quando os mutantes tinham uma revista e ela era sempre legal.

Uma época que a preocupação era quem iria namorar a Jean Grey. Quando o Professor Xavier era divertido e entrava na brincadeira dos alunos. Em que os personagens tinham suas personalidades definidas e seus pequenos conflitos em torno disso.

Sem realidades alternativas, dez mortes e ressurreições, caras que perdem os poderes viram “do mal” para recuperar e depois volta com um visual radical...

Basta lembrar que Stan Lee sabia o que fazia e teve sucesso porque o que fazia era muito bom. Não precisa reinventar a roda nem nada. Pega tudo do jeito que era, e trabalha com aquilo, da forma que se trabalha hoje, mas mantendo o clima de antigamente. As únicas coisas que precisam de atualização são a forma de narrar e o visual dos desenhos, fora isso, é mexer em time que estava ganhando.

Essa sem dúvida é uma revista que vale a pena ler, principalmente em uma época que pouco se salva nas histórias mutantes.

Ah, não dá para deixar de citar que entre os desenhistas estão os brasileiros Roger Cruz (desenhistas principal da série) e Júlia Bax. 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Homem Aranha 80

Essa edição pelo menos está meio a meio.

Sempre que tem Família Homem-Aranha eu fico feliz com o mix. Pra mim esse é o melhor título do Aranha da década. Histórias fechadas, bons desenhistas, sempre algo divertido, sempre bem ágil, uma aventurinha... pra mim é perfeito. Melhor que muita revista pseudocabeça que não chega em lugar nenhum.

A outra história que salva a revista e a do Straczynski. Uma edição muito boa em que o Peter tem que mudar a Tia May de hospital porque um policial está investigando a internação dela. Muito legal o fluxo de pensamentos do Peter a todo momento vendo tudo de errado, todos os crimes que ele está tendo que cometer para salvar a tia.

É legal que a história tem um ritmo muito bom tanto de ação quanto de pensamentos. Então fiaca aquela coisa que a sua mente vai acompanhando o raciocínio do Parker e ficando preocupado como ele com a situação que é toda espiralada... 

O resto é resto. Eddie Brock a beira da morte contra a Tia May em coma! A luta do Século! (Não, não rola isso... só faltava né?) Mas é aquela coisa ele vai para matar a velhota, tenta se matar e no fim acaba vivo. Não querem deixar esses cara morrer de jeito nenhum...

E a continuação da história da Ero, um mulher feita de aranhas mágicas que quer enfiar um ovo de aranhinhas na boca do Peter! (isso é verdade). Essa história do Peter David é muito chata... felizmente parece que acabou. 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Universo Marvel 38

Olha tá pra ter um mix mais sem graça que esse. X-Men é ruim, mas pelo menos é ruim. Universo Marvel nem isso dá para dizer. É uma coisa tão indiferente que se parassem de publicar acho que ninguém nem perceberia.

Esse mês nem sei dizer o que o Greg Pak fez no Hulk. Uma história misturada, juntando um monte de coisas sem propósito. Isso sem dizer que no meio do Hulk Contra o Mundo, com o cara aparecendo em todos os títulos, ou a história é muito boa, ou fica difícil porque ninguém aguenta ver o Hulk mais …

Por exemplo ele está em Motoqueiro Fantasma. Outra revista que só por deus. Daniel Way... Pelo menos tem um bom desenhista e esse mês é só de luta. É a mesma coisa que assistir um filme de ação daquele que as falas não tem nenhum sentido. Daqueles que um cara só entra no meio de uma guerra só com uma faca e vence.

Agora uma coisa que está estranhinho é Quarteto Fantástico. Tem aquela formação nova que todo mundo sabe que não combina e que não vai durar nada e mesmo assim vai indo. Sabe aquele famoso “cheira não fede”?

Ele não tem nada demais, mas não é ruim... não tem o que falar da revista. Na verdade você lê e logo esquece. Altamente descartável.

Fechando Thunderbolts. Tem uma coisa ou outra legal... mas no geral não funciona ainda. O grupo teve 150 edições de um jeito de repente tudo muda radicalmente, é difícil engrenar isso. O desenho é bom, o nome do Ellis e alguns diálogos dele sustentam o título... mas não sei... até agora não me conquistou.  


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Marvel Millenium 80


Marvel Millenium já foi a ponta de lança da Marvel. Boa parte das coisas boas da editora saiam dali. Um universo novo, cheio de possibilidades, sem amarras, sem problemas. 

Hoje, salvo o Homem-Aranha que ainda tem seus bons momentos, o Universo Ultimate está a deriva. Dá até para dizer que nem é culpa dos artistas em si e sim dos editores. Eles não estáo sabendo segurar as rédeas dessas revistas, dar a corda necessária, falar até onde o cara pode ir ou não. 

Com isso temos Kirkman em uma projeto ambiciosíssimo que gira em falso a cada mês. Ele aparentemente quer contar toda a mitologia dos X-Men com uma única revista. Obviamente não está dando certo e mês após mês a série está cada vez mais chata. 

Quarteto caiu nas mãos do péssimo Mike Carey que além de querer reinventar a roda, quer reinventar a roda que todo mundo viu ser construída há poucos meses. Mal passou o evento Pesadelo Supremo que mostrou a versão Ultimate de Galactus e do Surfista ele quis fazer seu próprio Surfista, com uma história totalmente diferente e absurda, além de dar um puta viajada.

Dificil. 

Para fechar a minissérie do momento é Confronto Supremo... vai devagar. Tem os desenhos de Greg Land, o que é legal e ao mesmo tempo cansativo, porque depois de 3 edições, todo mundo percebe que a beleza do traço dele é morta, sem o menor momento. 

Muito difícil 

PS: Já tem resenha no UHQ... 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Marvel Apresenta 37

Tem gente que persiste no erro. O Nova quando foi criado, com o conceito da Tropa Nova se assemelhava muito com o Lanterna Verde. Obviamente cada personagem tinha suas peculiariadades, mas no geral, era díficil não dizer que um não foi "inspirado" no outro.
Depois ele teve toda uma fase urbana, junto com os Novos Guerreiros e deu até para esquecer que ele era um personagem espacial, que existia uma Tropa. Só recentemente com a Aniquilação que foi retomado esse lado do personagem e ele ganhou uma grande importância e, após a série, até um título próprio.

Agora nesses três primeiros números do novo título é inevitável compará-lo novamente com os Lanternas Verdes, agora com a fase do Íon, onde o Kyle, assim como Richard Rider detinha todo o poder da Tropa.

Tirando isso é uma história divertida, principalmente pela maior parte se passar na Terra, mostrando os disparates que ficou o mundo pós-Guerra Civil.
Além disso tem as capas do Adi Granov, que a gente citou em um texto sobre o Nova, um tempo atrás, espetaculares.

É uma pena que para completar a edição tem uma história chatíssica um O que Aconteceria se... da Aniquilação. Na verdade é a história que os fãs queriam ver - a Aniquilação chegando na Terra - mas tudo é condensado em uma edição, então tem muita informação é fica muito cansativo. Me arrastei demais para ler aquilo. Extremamente chato!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os Novos Vingadores 55


Thor é a melhor história de super-heróis que eu estou lendo atualmente, sem sombra de dúvidas. É uma pena que não esteja sendo publicado de forma contínua em Vingadores. 

A revista é fantástica. Um desenho grandioso, uma história muito legal e um texto com falas muito bem posicionadas. Todas as falas são impactantes. Isso é muito legal. 

A história dessa edição e chocante, literalmente. É aqui que o Homem de Ferro faz a burrada de ir ver aspectos legais da presença do Thor e toma um cacete federal e merecido por tudo que fez na Guerra Civil, inclusive, clonar o Deus do Trovão. 

Fora isso tem o retorno de Heimdall, de uma forma genial. Olha, Thor me deixa sem palavras, me reestabelece a fé nos super-heróis. 

E o bom é que a revista ajuda. Tem Capitão América, ou melhor, não tem Capitão, pois a história continua um puta trama intrincada e interressante sem a presença dele, tudo desdobramentos da morte do herói. 

Sabe essa revista mostra que aquela pressa para publicar aquele péssimo especial: Morre Uma Lenda, porcamente escrito pelo Loeb foi um grande desperdicio. Aquilo não foi uma homenagem, muito pelo contrário, só depõe contra todo o bom trabalho desenbolvido na revista do Capitão. 

Novos Vingadores, apesar de meio parado está onstruindo o clima de tensão e paranóia. É legal. tirando o desenho, é legal. 

O único título sem rumo é Miss Marvel, mas um em três, vamos combinar uma revista ruim em um mix é praticamente um recorde para a Panini. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hulk Contra o Mundo 4

Alguém tem acompanhado isso?

Sabe a sensação que me dá cada edição? Pura e simples frustração.

Greg Pak parece aqueles desenhistas dos anos 90 que se metiam a roteirista sem saber direito o trabalho e dava no que dava. Uma história totalmente visual, com uma estrutura batida e, podiam até nos enganar por um instante, mas rapidamente percebíamos o embuste, pois a fragilidade do trabalho era tanta que nada o salvava.

Esse é o terceiro número da minissérie propriamente dita e, até aqui, foi a mesmíssima coisa: abre com uma luta muito legal, muito bem desenhada. Tem umas páginas de história que mostram que a trama é bem frágil e quase sem propósito e fecha com uma página gancho para a próxima grande luta.

Sempre é o mesmo golpe.

Funciona? Sim, até a metade da revista da para viajar nos desenhos de Romita Jr., mas depois disso não adianta... a gente tem que aceitar que não tem história e que é aquilo mesmo, uma coisa mal ajambrada para justificar uma série de lutas.

Quase uma HQ de videogame.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aniquilação 2 – A Conquista – Prólogo

O Diego um tempo atrás levantou essa bola que a Marvel não fazia sagas espaciais. Dá para dizer um monte de coisas, tentar argumentar por vários lados, mas se pensarmos bem... a Marvel não tem essa tradição, não como a DC. Mesmo o Starlin com o Thanos não fazia sagas cósmicas. Ele usava o espaço porque tinha preguiça de desenhar cenários, então bastava jogar umas estrelas e pronto (obvimente não é isso, mas foi a fala engraçada que me veio a cabeça).

Vamos combinar, as histórias do Thanos, o próprio fato dele se declarar niilista, já mostrava que aquilo era uma viagem filosófica e não espacial.

As histórias do Império Shiar sim são aventuras espaciais, mas estão lá, guardadinhas dentro da cronologia dos X-Men. Então o que sobra para a Marvel mesmo? Muito pouca coisa.

Agora com as séries Aniquilação isso está mudando. A primeira pode não ter sido lá super legal, mas teve seus bons momentos e, o resultado final, foi funcional. O grande problema foi o planejamento editorial, a divisão em várias séries e tudo mais. Mas o resultado, valeu.
Então, sempre ficam expectativas para a continuação.

Eu tenho uma opinião dividida sobre esse prólogo. Gostei justamente por explorar os personagens que foram menos trabalhados na primeira série: a Phylla-Vell e o Peter Quill. Ao mesmo tempo fique com uma terrível sensação de que já tinha lido essa história em algum lugar.

Novamente o Diego me lembrou, a história reverbera os Caçadores Cósmicos e também o projeto OMAC da DC.

De qualquer forma, quero ver para onde vai isso.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Marvel Max 59

Esse mês tem o esperado retorno ao universo de Zumbis Marvels, mas não mais pelas mãos do criador da série e sim com o praticamente desconhecido John Layman.

Vale notar que a série tem sido explorada pelas duas pontas, em Pantera Negra vemos o que aconteceu depois dos eventos da série principal e agora uma espécie de origem. Vale dizer que essa série é bem para fãs de filmes de terror, tanto que o personagem principal é o Ash, protagonista dos filmes A Morte do Demônio, Uma Noite Alucinante 2 e Uma Noite Alucinante 3.

O desenho está bacana apesar da trama ainda meio confusa.

Agora uma coisa ficou bem feio nessa revista: o trabalho editorial da Panini. Publicar essa história e não colocar um texto falando dos filmes! É praticamente uma obrigação do editor falar do filme, ou pelo menos citar os nomes, ator, diretor e personagem para situar o leitor. Mas o nem no editorial ele se dá a esse trabalho. Pior, ele prefere falar sobre Hellstorm, a tentativa da Marvel de ter um Constantine.

Aliás, que história chata. Sabe aquela HQ que tem um monte de “sacadas”, como a tatuagem nas costas do Hellstorm, mas é uma HQ tão sem graça, com aquelas pretensões de sempre... Realmente não vale a pena.

Outra coisa que não vai para frente é o tal Cavaleiro Fantasma. A arte deveria, supostamente ser bonita... mas esse trabalho digital cansa, deixa tudo estranho e no final o resultado é pouco satisfatório.

O Justiceiro do Ennis nem precisa de muito comentário, né. Ele que carrega o título. Aliás, vamos combinar que isso é uma máxima de 60% dos mix brasileiros: 4 histórias, uma boa, que te faz comprar a revista, 1 média, que é possível ler e 2 que são pura perda de tempo. A matemática não é muito favorável para isso... não é mesmo...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Wolverine 44


Minhas leituras do mês vão assim: leio tudo da Marvel depois chego nos mutantes... cara, essas três revistinhas são um sofrimento. Nunca vi judiarem tanto dos personagens.

Loeb nessa edição propõe que o leitor tome um porre e é uma boa ideia, na verdade, é a única forma viável de se ler Wolverine...

Desde que Loeb assumiu, as histórias do Logan têm sido uma coisa sem graça que não dá para entender, cheio de sonhos malucos e sem propósito. Um belo desperdício de um bom artista, me refiro a Simone Bianchi que está acompanhando ele nos desenhos. (Esse desenho aí do lado é uma arte do Bianchi sem cor, que é muito melhor do que o resultado final da revista)

Wolverine Origens também é beem chato. Daniel Way é o maior fdp que existe. Ele basicamente fala em todas as edições para os leitores: existem grandes segredos sobre o passado do Wolverine e esses segredos são secretos.  

Além das histórias serem chatas e não chegarem a lugar algum o desenho de Steve Dillon não ajuda em nada.

Depois disso, completando a revista, temos Deadpool que praticamente assumiu o título agora que o Carey roubou o Cable para o evento Espécie em Extinção.

Deadpool tem o seu ritmo, seu estilo, funciona? Sei lá. Quantas vezes a revista foi cancelada? É engraçado? Tanto quando é de mau gosto.

Obviamente não dá para salvar a revista com X-Factor, mas alivia a situação. É a única história razoável do título. Em um mês que nem está tão boa, ainda assim é o que há de melhor do mix... imagina a situação...