
E hoje tem coluna no Universo HQ.
Nosso Ponto de Fuga foi inspirado pelo Fanboy que afrontou o grande astro dos desenhos dos anos 90: Liefeld
Enfim, espero que goste. Leia o texto aqui
Essa é a versão 2.0 da nossa Boa da Semana. Aqui teremos mais pensamentos, comentários sobre quadrinhos e tudo mais que a gente achar legal, deixando o nosso boteco virtual um espaço cada vez mais democrático. Caso você ainda não conheça o Pop Balões, faça uma visita aqui: http://www.popbaloes.com

Os irredutíveis gauleses criados por Uderzo e Goscinny eram vistos como uma história em quadrinhos inteligente, muito bem desenhada, ótima leitura para crianças e jovens - que poderiam aprender ou pelo menos se interessar por história – e, ainda por cima, agradava os adultos com seu humor muito bem feito.
Mês após mês aguentar essa viagem mental do Loeb é uma praga...
Eles desperdiçaram um bom desenhista para acompanhar um roteiro absurdo que fica em uma viagem de sonhos e agora está remexendo nas confusas histórias da Arma X.
É engraçado que a cronologia de Wolverine sempre foi confusa, mas nenhum roteirista faz nada para melhorá-la, muito pelo contrário, a maioria só piora. Loeb e Daniel Way estão fazendo isso em seus títulos. A cada edição o emaranhado de histórias envolvendo Logan só piora. Muito pouco se esclarece e fazem questão de acrescentar dados novos que aumentam os mistérios e deixa tudo mais complexo.
No geral, Logan é um personagem cuja história nunca anda para frente, sempre se afunda mais em um passado que gira infinitamente em falso. Ao passo que a cronologia dos outros heróis cresce para frente, com um ou outro retcon, a história de Wolverine sempre aumenta para trás, sendo um interminável retcon.
Ainda na revista tem Cable &Deadpool que parece ter sido a última história de enrolação só com o Deadpool. Pelo que deu pra entender, na próxima edição a revista se liga com os eventos de X-Men e volta a ter a participação de Cable. Vamos ver no que dá.
X-Factor que teve um mês meio sem graça. Na verdade todo esse arco da Célula X está meio sem propósito, agora com essa coisa do Pietro de salvar todos os mutantes através do Rictor... fica muito estranho...

A revista anda bem chatinha...
A história dos Zumbis Marvel e o Ash até salva, principalmente pelo estranhamento dele com os heróis. O momento que ele encontra o Justiceiro também é legal, mas, no geral, é difícil se empolgar tanto porque a gente sabe que ele vai falhar na missão dele.
A outra boa história da revista é o Justiceiro. Sempre naquele esquema militar sacana dele, mas divertido. Não tem muito o que comentar, depois de anos, a série entrou em um ritmo padrão, não que seja chato, é sempre indispensável, sempre bom.
Agora, o restante da revista é sofrível. Cavaleiro Fantasma é muito chato, com aquela arte digital então piora tudo.
Hellstorm tem a vantagem de ser a última edição. Minisseriezinha chaaata. Uma cara de wannabe Constantine, mas sem um pingo de qualidade, ritmo, carisma... difícil... muito difícil...

Assim como na Guerra Civil a Marvel lançou um especial com uma visão jornalística para o evento Hulk contra o Mundo e, quem está cobrindo a caso são Ben Urich e Sally Floyd com seu novo Jornal Linha de Frente.
A ideia até é bacana, está rolando um misteriozinho sobre quem é o patrocinador secreto deles fora a rixa entre eles e o Clarim Diário.
No geral é mais do mesmo sobre a Hulk Contra o Mundo, até porque, com tantas revistas mostrando a mesma história não tem muito de novo para contar...
No final o grande destaque da revista é uma história chamada Divisão de Fantasiados, onde um policial tem que acompanhar Korg na investigação da morte de um robô amigo do Hulk. É uma história policia bem construída que fica melhor quando ele descobre que acordo que fez com o Korg, a tal servidão judicial, era na verdade um pacto de suicídio e se eles não resolverem o assassinato, terão que se matar.
Fora isso, tem duas historinhas pseudo cômicas, e as duas primeiras edições do Gamma Corps, uma história meio sem graça sobre um grupo de pessoas que odeia o Hulk e recebeu poderes para encará-lo.
É do Frank Tieri, que tem seus altos e baixos, mas essas duas primeiras edições apresentado o grupo são bem fraquinhas.
Que revista chata...
Bendis que desinventou o balão de pensamento e criou toda uma mecânica para ser falador sem ser cansativo desaprendeu o ofício e se estragou em Poderosos Vingadores.
A história é chata, lenta e absurda. Tá tem um desenho legal, mas isso não salva. Foram seis edições em que o Homem de Ferro estava transformado em uma versão feminina do Ultron e não aconteceu praticamente nada.
É uma péssima estreia para a equipe.
O título para encher páginas que eles colocaram esse mês, Gigant-Size Avengers, conta com uma chatíssima narrativa do Jarvis sobre como receber convidados em festas. Deveria ser engraçado. Sabe, é o Jarvis limpando enquanto os Vingadores lutam, mas aquele texto sobre etiqueta doméstica que acompanha a história é matador.
Agora, a pá de cal da revista é o Homem de Ferro. Mês passado o título parecia que ia entrar nos eixos. Se ligou com Hulk contra o Mundo teve uma história muito boa e tudo bem. Esse mês tudo foi ignorado e boa. Ninguém fala nada, a revista não tem editor, nacional nem internacional e o leitor fica ali... o que aconteceu???
Pra ter uma ideia eu fiquei tão abismado com a mudança abrupta e as pontas soltas que ficaram da edição passada e mais soltas ainda por surgir essa edição que eu fui no site da Marvel para ver se foi publicado na ordem certa no Brasil. Pra mim tudo isso parecia tão absurdo que era mais fácil a Panini ter errado a ordem, ou deliberadamente ter mudado para publicar algo em outro lugar. Mas não, é assim mesmo.
Só que nota para o leitor, explicar que essa história se passa antes ou depois da minissérie, nada. O editor faltou nesse dia, tanto aqui, quanto lá?
A Iniciativa mostrou um novo grupo, Iniciativa Fantasma, para situações delicadas. O pior que se tem um título fraco, expandindo, mas querendo prender os leitores com o truque mais velho no livro: o personagem secreto. Nessa vez foi é a tal Mutante Zero, que não teve a identidade revelada.
No fim das contas... não vale a pena se prender por causa disso.
Uma coisa que eu sempre falei é que Marvel Action é uma revista que tem o nome certo e entrega o que promete: Ação.
Essa edição tem aquelas típicas revistas comemorativas: Demolidor # 100 que mostra vários personagens da vida do herói e traz vários desenhistas do alto escalão, muitos que nem estão na ativa.
Sabe, é aquela coisa que não acrescenta nada, mas é legal de ver. Uns desenhos muito legais, o Brubaker soube não ser piegas... então, valeu a pena.
Gostei bastante do Cavaleiro da Lua. Teve uma história praticamente sem ele, algo no estilo Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais. Sobre mulheres estupradas, vingança... bem densa, bem forte. É um drama, não tem nada de super-herói. O Cavaleiro faz só uma ponta.
O que ainda não me agrada é o Justiceiro, para piorar esse mês ele matou o Monge do Ódio, quer dizer, eu acho que matou, porque ficou beem subentendido, já que é uma revista do Justiceiro para crianças. Olha... nem sei o que dizer. Para fazer um Justiceiro politicamente correto melhor não fazer.
Ficar nessa de não mostrar as coisas parece aqueles filmes Pornô Soft como a famosa série Emanuelle (já pensaram que todos os homens da série podem ser enucos e que, porque não, alguma das atrizes poderia sem problema algum ser amiga do Ronaldo Fenômeno??). O Justiceiro ou é feito como deve ser feito, pelo Garth Ennis ou outros autores seguindo essa linha com essa liberdade, ou melhor não tentar, porque indo por aí logo teremos ele voltando ao estado de anjo.
X-Men First Class é a prova que os mutantes da Marvel envelheceram e ficaram chatos. Ler as histórias da primeira turma de mutantes escrita por Jeff Parker nos faz viajar para tempos mais simples, quando os mutantes tinham uma revista e ela era sempre legal.
Uma época que a preocupação era quem iria namorar a Jean Grey. Quando o Professor Xavier era divertido e entrava na brincadeira dos alunos. Em que os personagens tinham suas personalidades definidas e seus pequenos conflitos em torno disso.
Sem realidades alternativas, dez mortes e ressurreições, caras que perdem os poderes viram “do mal” para recuperar e depois volta com um visual radical...
Basta lembrar que Stan Lee sabia o que fazia e teve sucesso porque o que fazia era muito bom. Não precisa reinventar a roda nem nada. Pega tudo do jeito que era, e trabalha com aquilo, da forma que se trabalha hoje, mas mantendo o clima de antigamente. As únicas coisas que precisam de atualização são a forma de narrar e o visual dos desenhos, fora isso, é mexer em time que estava ganhando.
Essa sem dúvida é uma revista que vale a pena ler, principalmente em uma época que pouco se salva nas histórias mutantes.
Ah, não dá para deixar de citar que entre os desenhistas estão os brasileiros Roger Cruz (desenhistas principal da série) e Júlia Bax.
Essa edição pelo menos está meio a meio.
Sempre que tem Família Homem-Aranha eu fico feliz com o mix. Pra mim esse é o melhor título do Aranha da década. Histórias fechadas, bons desenhistas, sempre algo divertido, sempre bem ágil, uma aventurinha... pra mim é perfeito. Melhor que muita revista pseudocabeça que não chega em lugar nenhum.
A outra história que salva a revista e a do Straczynski. Uma edição muito boa em que o Peter tem que mudar a Tia May de hospital porque um policial está investigando a internação dela. Muito legal o fluxo de pensamentos do Peter a todo momento vendo tudo de errado, todos os crimes que ele está tendo que cometer para salvar a tia.
É legal que a história tem um ritmo muito bom tanto de ação quanto de pensamentos. Então fiaca aquela coisa que a sua mente vai acompanhando o raciocínio do Parker e ficando preocupado como ele com a situação que é toda espiralada...
O resto é resto. Eddie Brock a beira da morte contra a Tia May em coma! A luta do Século! (Não, não rola isso... só faltava né?) Mas é aquela coisa ele vai para matar a velhota, tenta se matar e no fim acaba vivo. Não querem deixar esses cara morrer de jeito nenhum...
E a continuação da história da Ero, um mulher feita de aranhas mágicas que quer enfiar um ovo de aranhinhas na boca do Peter! (isso é verdade). Essa história do Peter David é muito chata... felizmente parece que acabou.
Olha tá pra ter um mix mais sem graça que esse. X-Men é ruim, mas pelo menos é ruim. Universo Marvel nem isso dá para dizer. É uma coisa tão indiferente que se parassem de publicar acho que ninguém nem perceberia.
Esse mês nem sei dizer o que o Greg Pak fez no Hulk. Uma história misturada, juntando um monte de coisas sem propósito. Isso sem dizer que no meio do Hulk Contra o Mundo, com o cara aparecendo em todos os títulos, ou a história é muito boa, ou fica difícil porque ninguém aguenta ver o Hulk mais …
Por exemplo ele está em Motoqueiro Fantasma. Outra revista que só por deus. Daniel Way... Pelo menos tem um bom desenhista e esse mês é só de luta. É a mesma coisa que assistir um filme de ação daquele que as falas não tem nenhum sentido. Daqueles que um cara só entra no meio de uma guerra só com uma faca e vence.
Agora uma coisa que está estranhinho é Quarteto Fantástico. Tem aquela formação nova que todo mundo sabe que não combina e que não vai durar nada e mesmo assim vai indo. Sabe aquele famoso “cheira não fede”?
Ele não tem nada demais, mas não é ruim... não tem o que falar da revista. Na verdade você lê e logo esquece. Altamente descartável.
Fechando Thunderbolts. Tem uma coisa ou outra legal... mas no geral não funciona ainda. O grupo teve 150 edições de um jeito de repente tudo muda radicalmente, é difícil engrenar isso. O desenho é bom, o nome do Ellis e alguns diálogos dele sustentam o título... mas não sei... até agora não me conquistou.

Tem gente que persiste no erro. O Nova quando foi criado, com o conceito da Tropa Nova se assemelhava muito com o Lanterna Verde. Obviamente cada personagem tinha suas peculiariadades, mas no geral, era díficil não dizer que um não foi "inspirado" no outro. 
Alguém tem acompanhado isso? 

