sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Netmovies - 30 dias e 37 filmes depois

Tem algum tempo que eu vivia um dilema com a TV a cabo. Gostava do fato do fato de ser algo praticamente “encanado” fluindo para a minha casa com uma certa dose de aleatoriedade.

Ali eu tinha a oportunidade de ver filmes que parecem ruins, que não chamariam a atenção, pois eles estão ali, passando na sua frente, incluídos em um valor que você já pagou.

O problema disso tudo é que é um serviço muito caro, baseado em reprises e que, aos poucos tem caído de qualidade. Enfim, por várias razões resolvi reduzir drasticamente a TV a cabo para um pacote básico e assinar um serviço de locadora virtual como da Netmovies.

A proposta deles é que, por um valor fixo mensal você pode ter sempre uma quantidade X de filmes na sua casa. Você pode tanto ficar com os filmes o tempo que quiser, quanto trocar todos os dias. Os filmes são trocados diretamente na sua casa, por um motoboy e seguem mais ou menos uma lista que você cria.

Eu acabei optando por um plano de 2 DVD´s em casa e fiz quase todas as trocas possíveis assistindo em um mês a quantidade surreal de quase 40 DVDs.

A graça desse serviço está no fato de que, com um valor fixo você se permite se aventurar por filmes pouco conhecidos, por aqueles clássicos que sempre quis ver e diversas outras coisas que você acaba não buscando em uma locadora tradicional. Eu, particularmente, no tempo que alugava filmes sempre que o dinheiro pago pela locação valesse a pena, então nunca me arriscava, sempre ia atrás de filmes que tinha certeza absoluta que iria gostar. Nesse esquema já consigo me desprender e pegar várias coisas diferentes.

Aliás, uma das vantagens da Netmovies e o seu acervo gigantesco. A empresa conta com milhares de filmes, séries – inclusive nacionais – dá a impressão que tentam adquirir tudo que sai em DVD, tanto que no acervo consta alguns vídeos para adestramento de cães.
A alardeada vantagem do motoboy que vai até a sua casa, pra mim não é tão relevante. Eu até preferiria que existissem algumas lojas físicas onde a gente pudesse ir devolver o filme e escolher o próximo, os tais dvd´s clube que parece que se extinguiram.

O problema de ser uma empresa 100% virtual é a forma que você escolhe os filmes. Você pode fazer uma lista gigantesca, mas dificilmente sabe que filmes receberá. Os dvd´s são classificados em “espera longa, média, curta e disponíveis” – algo que não é muito claro no site, mas que com o tempo você percebe é que esses não são exatamente marcadores de tempo de espera e sim medidores de quantidade de procura daquele título.

Imagino que esses marcadores de espera devem apavorar os clientes que acabam de assinar. Eu mesmo fiquei encanado com a quantidade de filmes em “espera longa”.

A técnica que eu tenho usado é ordenar os filmes que quero ver pelo tipo de espera - iniciando na mais longa até a disponível. Assim, o sistema privilegia a entrega desses filmes de “espera longa” me dando a oportunidade de vê-los sem esperar tanto e, quando eles não estão disponíveis a busca vai descendo até algum título disponível.

Isso funciona na maioria dos casos – salvo grandes lançamentos, Gran Torino, por exemplo, é o primeiro da minha lista desde que eu assinei e até hoje não o recebi.

Mas no geral não me importo muito com isso, gosto dessa aleatoriedade do sistema deles, afinal, de uma forma ou de outra, virá sempre um filme que você quer ver – não necessariamente na ordem que você quer, mas não é algo que você não pediu.

Nesse esquema assisti vários filmes clássicos, filmes argentinos, séries que sempre quis ver (Lost e 24hs) e até alguns lançamentos mais alternativos.

No geral acho que é um serviço muito interessante, de preço justo, que tem suas falhas como todas as empresas, mas que vale a pena. A Netmovies é o mais próximo que se pode encontrar de entretenimento servido no esquema "rodízio". Isso acaba fazendo dela o melhor canal a pago que você poderia ter.

Das falhas, a maioria acredito que sejam questões tecnológicas do site e também um pouco de falta de clareza nas informações. Talvez um ou dois tutoriais em vídeo ajudariam muito a reduzir o “pânico” inicial que o cliente sente - afinal, esse não é um serviço comum, que todos já sabem de cara como usar bem - acho que hoje a netmovies só tem dois concorrentes que seguiram o seu rastro.

As melhorias necessárias são mais para o crescimento da empresa em si do que para os clientes. Elas tornariam o serviço mais compreensível e reduziriam o número de “chamados” que o cliente tem que fazer para o site.

PS: Há uma semana a Netmovies lançou um serviço chamado Live, que você pode ver alguns filmes diretamente na tela do computador. Ainda não foi explicado os limites para os clientes, mas para quem gosta de assistir filmes no computador é uma boa opção. Eu prefiro assistir TV, na TV. É uma pena que isso parece que está caminhando para extinção e, um dia, o único entretenimento da casa será o computador.

PS2: Por mais que tenha gostado da Netmovies se algum dia uma locadora do bairro passar a funcionar nesse esquema de assinatura, eu certamente trocaria o site por uma loja física. O que posso dizer... por mais que goste de tecnologia, em alguns aspectos sou bem antiquado.

PS3: A netmovies está no twitter (@netmovies) e "tweeta" um apanhado de links bem bacanas com notícias de cinema.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fumo em cena

Com a lei antifumo em pleno vigor e todo o debate sobre onde fumar onde não fumar pensei em uma alternativa para os donos de bares que não querem perder os seus fumantes.

Se olharmos bem, há uma pequena brecha na lei que pode ser explorada: o fumo com finalidade artística.

São Paulo pensava em proibir o fumo dos atores durantes as peças de teatro, mas logo viu que isso seria muito mal visto na comunidade artística e abriu mão dessa restrição. Nessa linha, a lei do Rio de Janeiro já permitirá expressamente que atores fumem no palco se o papel assim exigir.
Daí você dono de bar pensa: no que isso me ajuda?

Simples esse é um momento único em que se pode criar um novo atrativo social que pode ser maior, mais barato e muito mais “cult” que o karaokê.

Imagine a cena – em todos os sentidos da palavra - : Um bar onde há um pequeno palco e um microfone para os clientes encenarem pequenos trechos de peças ou filmes onde o personagem está fumando.

Pode parecer estranho, mas em tempos de crise temos que inovar – e quem melhor que o brasileiro para dar a volta em qualquer lei.

Funcionaria assim: o cliente que quiser fumar sobe ao palco e, enquanto aprecia o seu cigarro faz uma leitura dramática de um texto. Ele estaria ao mesmo tempo tendo seu momento relaxante com o cigarro - aliviando o vício – e entretendo o restante da clientela.

É certo que no começo muitos vão ficar tímidos, mas sempre tem aquele que faz qualquer coisa por um cigarro e ele “puxará a fila”. Todos os outros clientes fumantes ficarão encantados com a possibilidade de fumar um cigarro bem ali, em um ambiente fechado e na frente de todos – a sensação de transgressão será um bônus para muitos. Até os não-fumantes ficarão loucos para entrar na brincadeira quando verem todos seus amigos subindo ao palco, sendo o centro das atenções.

Ao dono bar o único trabalho é a pesquisa de textos para oferecer para os clientes interpretarem. Algo nem tão difícil assim, basta seguir umas regras: A duração do texto deve ser calculada com base no tempo que uma pessoa leva em média para fumar um cigarro. O personagem deve estar em um momento que seja necessário um cigarro para complementar a cena (Beckett por exemplo será um campo fértil de pesquisa). Além dos textos clássicos deve-se oferecer cenas mais populares, extraídas de famosos fumantes do cinema. Não é necessário se ater aos monólogos, eventualmente alguém vai querer fazer um dueto. Fora que, com o tempo e a popularização desse formato de reduto para fumantes em cena, muitos começarão a ir ao bar com o próprio texto, já pensando no momento de subir ao palco e dar umas tragadas “artísticas”.

É uma ideia diferente, mas, considerando a quantidade de bares que já tem um palco e a facilidade de se esquematizar a operação, basta um lugar abrir o primeiro microfone para fumantes, nem que seja apenas uma noite por semana, que logo teremos uma nova febre.

sábado, 1 de agosto de 2009

101 Quadrinhos - Os Doze Trabalhos de Asterix

Asterix é uma daquelas hq´s imprescindíveis. Um sucesso mundial que deu muito certo até nas nossas livrarias.

Os irredutíveis gauleses criados por Uderzo e Goscinny eram vistos como uma história em quadrinhos inteligente, muito bem desenhada, ótima leitura para crianças e jovens - que poderiam aprender ou pelo menos se interessar por história – e, ainda por cima, agradava os adultos com seu humor muito bem feito.

Sempre me lembro de Asterix como uma grande falha na minha coleção: algo que li tudo emprestado e, apesar de adorar, nunca tive nenhum álbum do personagem. Quando fui ter dinheiro para comprar Asterix já tinha lido tudo e me não me parecia grande vantagem investir nele com tanta coisa por ler pelo mundo.

Dentre tanta boas histórias, talvez muitas até melhores que essa, Os Doze Trabalhos de Asterix, na minha memória, sintetiza a todas as qualidades das hq´s dos heróis movidos a poção mágica.

Lá vemos a aldeia recebendo uma proposta de Cesar de que ele pararia as tentativas de conquista se eles conseguissem realizar 12 tarefas praticamente impossíveis – plano inspirado na história mitológica de Hércules. Obviamente Asterix, Obelix e Ideafix pegam a lista de tarefas e partem para o ataque resolvendo os mais divertidos problemas.

A melhor da tarefas é quando eles têm simplesmente que pegar um formulário em uma repartição pública romana. Eles quase ficam loucos em um confuso prédio onde ninguém quer trabalhar, nada funciona direito, não existe padrão, ordem e para conseguir um simples carimbo você precisa viajar por trezentos guichês em andares diferentes – mais ou menos como o Detran aqui em São Paulo. Esse é um dos exemplos das ótimas sacadas dos autores que, ao mesmo tempo, criticavam o passado e o presente.

No final obviamente os Gauleses vencem Cesár e comemoram com muito javali, mas isso não o impede de continuar tentando conquistar toda a França nas próximas histórias.

Asterix é um ótimo exemplo de como existe vida inteligente e comercialmente viável além das coisas que já estamos acostumados. É uma pena que não seja publicado no Brasil mais das excelentes HQ´s européias que poderiam agradar tanto quanto os gauleses. Mas, pelo menos, praticamente todas as principais aventuras de Asterix, Obelix e os irredutíveis gauleses foram publicadas aqui pela Record.

PS.: Várias HQ´s do Asterix estão disponíveis na Banca 2000 com um bom desconto.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Saneamento Básico

Assisti esse divertido filme nacional dirigido pelo Jorge Furtado. Confesso que por muitos anos tive preconceito com cinema nacional. Até hoje tenho um pouco, principalmente em relação a uma série de coisas que parecem “obrigatórias” em todo filme brasileiro que me irritam muito.

Esse filme foi uma bela surpresa. Despido de vários os clichês nacionais, parece feito em outro país. Inclusive me lembrou vários excelentes filmes que se passam em pequenas cidades do interior da Inglaterra ou da Irlanda (como os brilhantes O Barato de Grace e Garotas do Calendário).

Com um miolo metalinguístico – um filme sobre fazer um filme – mostra uma pequena comunidade em um busca de uma verba pública para finalmente construir uma fossa para o esgoto da cidade. Nessa luta eles caem em uma armadilha burocrática que só poderia ser imaginada dentro de um orgão governamental: terão que usar uma verba para fazer um filme – conseguida e abandona por um filho de governador – para fazer a fossa e um filme envolvendo a tal construção.

Nisso surge a bizarra ideia de o Monstro da Fossa (posteriormente mudado para Fosso por um diretor de vídeos de festas com pretensões mais artísticas).

O divertido do filme - além das ótimas atuações de Fernanda Torres, Wagner Moura, Paulo José e outros - é o quanto eles passam a se envolver com esse filme tosco de terror e o quanto isso muda a vida deles, se tornando mais importante que a própria fossa.

É raro eu indicar um filme nacional, mas esse é uma forma de passar umas horas.

domingo, 26 de julho de 2009

My Lost Experience 1-1

Nunca me considerei na crista da onda em nenhum assunto, mas confesso que sempre enxerguei Lost como um trem que eu tinha deixado passar na estação. Sempre havia a possibilidade de ver os DVD´s, mas nunca me aventurei exatamente, foi só depois de ver Fringe que comecei a pensar mais na série, já que elas têm o mesmo produtor: JJ Abrams.

Mesmo durante Fringe ainda não tinha decidido de me aventuraria pela ilha de Lost ou não. O martelo foi batido no meio do novo filme de Star Trek – também de JJ – quando eu pensei: Preciso ver Lost.

Enfim, agora estou aqui, depois de ver os quatro primeiros episódios praticamente duas vezes - já que teimei em ver também a versão deles com os comentários dos produtores - até estou feliz por saber que tem tanto ainda pela frente por ver.

Sei que essa não é a melhor ideal de ver séries, eu mesmo gosto de acompanhá-las na TV, no seu ritmo certo, mas fico feliz por hoje em dia a maior parte das boas série saírem em DVD e nos darem a oportunidade de assisti-las novamente ou – como no meu caso – pela primeira vez.
Até o momento a série me impressionou muito. Assisti os quatro episódios de uma tacada só e, quem acompanha a série provavelmente vai concordar comigo, o quarto capítulo, centrado no Locke, é genial do começo ao fim.

Da mesma forma que não sabemos por que o urso polar está na ilha, não sabemos como Locke volta a andar, mas o interessante da série o fato dela ser assim. Como os produtores comentam no DVD, eles acabaram de matar um urso polar e não surtam com a razão de um urso polar estar ali. Os personagens estão tão chocados com toda a situação, tão centrados nas suas próprias vidas que logo perdem o interesse pelo lado bizarro da história e volta a se preocupar com eles mesmos.

PS.: o nome desse post – que provavelmente vivará uma série - foi tirado de um antigo blog do Eduardo Nasi (http://mylostexperience.blogspot.com) provavelmente baseado no site inside the experience. Estou evitando ler esses sites sobre a série no momento pois felizmente consegui me manter livre spoilers no decorrer desses anos e quero aproveitar isso.

PS2.: A imagem desse post é um urso polar que aparece na HQ que o menino está lendo na história. Depois o bichão fica um tanto mais paupalvel para os personagens.

PS3.: Você pode comprar o 1º box de dvds da série na Livraria Cultura

sábado, 25 de julho de 2009

Monty Phyton´s Flying Circus

Comecei a assistir os DVD´s do clássico da comédia inglesa Monty Phyton. Na verdade, apesar deles serem do finalzinho dos anos 60 e servirem de base pra muito do que se faz de comédia até hoje, chamá-los de clássicos acaba sendo uma ofensa pois eles eram muito irreverentes, diferentes, anárquicos, quase uma afronta para as produções que seguiam linhas clássicas.

Flying Circus foi o primeiro programa desse grupo de atores irreverentes e contava com a presença do brilhante de Terry Gilliam que fazia as animações apresentadas no decorrer da série. Ele misturava um desenho clássico, com situações surreais arquitetadas para funcionar perfeitamente na estética stopmotion disponível na época.

No geral estou me divertindo muito e só estou no primeiro DVD!

Tem milhares de vídeos deles no youtube, selecionei dois muito bons e que têm uma correlação direta com quadrinhos. O primeiro é o genial Bicycle Repairman e o segundo é a A vida chata de um corretor de ações (esse segundo, além da genial animação no final, impressiona pela ousadia de mostrar uma mulher com os seios de fora na BBC em 1969).

Vale muito a pena procurar os dvd´s.




PS.: Você pode comprar o primeiro dvd de Flying Circus na Livraria Cultura

quarta-feira, 22 de julho de 2009

101 Quadrinhos – Guerras Secretas


Guerras Secretas concentra em si grande parte dos defeitos e acertos que fazem dos quadrinhos de super-herói a gigantesca indústria que adoramos. (leia a nossa coluna no UHQ sobre o Vício na leitura de super-heróis)

Pra começar trata-se de um encontro de todos os grandes heróis da Casa das Ideias. Apesar da Marvel ter se baseado praticamente toda em Nova York e os seus heróis frequentemente se encontrarem esse é o primeiro grande evento onde todos os grupos e heróis independentes se reúnem e, da mesma forma, há uma reunião de super-vilões nunca vista antes. É o confronto entre o bem o e o mal elevado à proporções gigantescas.

Até o que parece um argumento forçado – uma entidade cósmica sequestra os personagens para participar dessa história – se torna algo bacaca pois ganha tônus de experiência social. Alguém querendo entender como funciona o comportamento dos ditos “mocinhos” e dos “bandidos”.

No meio disso uma grande sacada, Magneto, eterno antagonista dos X-Men é colocado do lado dos heróis, consolidando sua posição dúbia.

No lado dos vilões vemos o Homem Molecular, um personagem de imenso poder mas que é muito pouco utilizado pelos roteiristas.

Além da história em si que é divertida, cheia de reviravoltas a série gera reflexos que mudam a vida de alguns personagens, como é o caso do Homem-Aranha. Nessa história que Peter Parker encontra o famigerado simbionte que se transformará no uniforme negro e, posteriormente, no Venom. Outros heróis que são afetados em menor escala são o Coisa e a Mulher-Hulk. O primeiro decide ficar no planeta criado pelo Beyonder e a segunda assume o seu lugar no Quarteto Fantástico.

Para o leitor tudo isso era um grande deslumbre, uma novidade na época – grandes sagas, reuniões de heróis – é claro que por trás de tudo isso tinha o interesse financeiro da editora que lançou a série para projetar mundial uma nova coleção de bonecos. Essa situação muito, mas muito mais grave aqui no Brasil. Para acompanhar o lançamento dos brinquedos pela Gulliver a Ed. Abril (que publicava a Marvel na época com 2 ou mais anos de defasagem em relação aos EUA) mutilou a história alterando personagens, passagens inteiras e até alguns detalhes no final. Nos só fomos conhecer a versão integral da história muitos anos depois em republicações.

Mesmo assim, Guerras Secretas não deixa de ser um marco nas minhas lembranças sobre quadrinhos de super-heróis e, cumpriu sua função – pelo menos no meu caso – de me levar de um leitor apenas de Homem-Aranha para outros títulos, para conhecer mais personagens na expectativa de outros grandes encontros como aquele.

101 Quadrinhos Memoráveis

Como o blog anda meio parado vou começar com uma brincadeira para movimentá-lo. Trata-se de uma lista de 101 quadrinhos que o Diego e eu lembramos e achamos importantes por algum motivo.

A lista não tem critério para sua ordenação, segue o que nos vem a mente. Não se propõe a ser definitiva, não tem parâmetros fechados para inclusão de títulos.

A ideia geral é ser algo sintético que possa montar aos poucos um panorama geral do que são bons quadrinhos para nós. A partir dessa seleção vamos tentar abstrair características comuns e escrever textos mais analíticos e gerais sobre essas características que fazem algumas HQ´s se destacarem das demais, refletir sobre esses aspectos e ver onde isso nos leva.

Para facilitar o acompanhamento disso tudo criei o marcador 101 Quadrinhos que vai ficar aí do lado. Clicando nele você poderá acessar todos os textos publicados nesse tópico.

E convidamos você a mandar sua lista de HQ´s importantes para sua formação como leitor aqui nos nossos comentários. Quem sabe não rola uma compilação legal de listas.

Coluna Ponto de Fuga Atualizada

Hoje tem coluna nova nossa no UHQ. Esses dias estava lendo HQ´s de super-herói e notando como o vício nos movimenta para lê-la. Comecei a pensar mais sobre isso e junto com o Diego montei esse texto.

Esperamos que goste.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Prícipe


Assisti hoje uma cabine de impresa do novo filme do Harry Potter que estreia essa semana e realmente fiquei impressionado com o efeito do IMAX 3D.

A primeira sequência do filme (+ ou - 15 min) é apresentada nessa tecnologia que requer, inclusive, a utilização de óculos especias. Achei interessante o visual, principalmente da cena mais parada pois dá uma sensação de se estar em uma motagem de teatro, com um cenário com profundidade.

Não sei explicar exatamente, mas o IMAX 3D me pareceu mais substancioso que o 3D normal.

Agora, vale dizer que só o comecinho do filme está com esse visual fantástico e, por causa disso, acarmos com o preço especial da sala e com a necessidade do filme ser dublado - uma pena já que se perde todo o sotaque britânico dos personagens.

Merecia pelo menos mais uma ou duas sequências no decorrer do filme em IMAX para justificar a ida ao cinema, quem sabe nos próximos filmes.

Sobre a história em si, esse filme apresar de bem tenso em sombrio é bem parado. A grande chance de uma boa ação no final foi limada do roteiro - para o desespero dos fãs dos livros - aliás teve uma outra má escolha na adaptação para o cinema, mas é algo que acontece muito no final do filme, então é preferível não falar agora.

No geral é um filme protocolar, para cumprir tabela e preparar o terreno para os dois próximos que vão encerrar a franquia de sucesso. (Não há erro aqui, o último livro será dividido em dois filmes para que o cinema tende adiar o inevitável, o final da lucrativa galinha dos ovos de ouro)


domingo, 14 de junho de 2009

Flight of the Conchords

Eu sei que estou meio atrasado, mas sempre é tempo de descobrir novas séries na tv. Semana passada graças ao Guilherme - editor do Homem Nerd - decidi dar uma chance para Flight of the Conchords.

Essa série que passa nos canais HBO mostra a dupla de músicos neozelandezes Bret McKenzie e Jemaine Clement tentando o sucesso.

A grande graça da série são as músicas cômicas da dupla como esses dois vídeos aí embaixo. Eles fizeram fama com esse estilo misturando humor e músicas em um programa de rádio na BBC e depois foram para a TV onde retrataram uma completa falta de traquejo social na vida pessoal dos dois músicos - além dos impagáveis clipes musicais.

O primeiro vídeo mostra um divertido coro de ex-namorada e o segundo, acústico, fala de um futuro onde os robôs mataram todos os humanos. Vale a pena conhecer.




sábado, 13 de junho de 2009

Harry Potter vai fazer parte da sua vida

O site O Esquema está fazendo uma série de textos interessantes sobre Harry Potter e cultura Pop.

A linha de pensamento do primeiro texto (HP vai chutar sua bunda) é que nos próximos 20 anos a série do menino bruxo vai ser tão importante para a cultura pop que vai ser impossível entender diversas referências feitas à história sem ter lido os livros ou ao menos visto os filmes.

O segundo texto (Não, HP não vai chutar a sua bunda) fala estamos em um momento de inclusão cultural onde os pequenos grupos não se isolam mais, pelo contrário interagem entre si.

Adorei os dois textos, mas, pra mim, só faltou uma conclusão natural da junção das duas ideias: em 20 anos todos - mesmo aqueles que nunca pegaram em um livro ou viram um filme do Harry Potter - vão saber quem é o bruxinho e qual é a sua história basica pois isso vai fazer parte disso que chamamos de cultura pop.

As referências ao HP vão ser sim muito fortes nos anos que virão, pois as pessoas que escreverão filmes, livros, HQ´s e músicas cresceram lendo isso, mas, isso não excluirá ninguém. Muito pelo contrário. Em cada pequeno nicho poderá se se infiltrar uma referência ao bruxo e as pessoas daquele grupo vão descobrindo que aquela citação pertence aquele livro que conta aquela história. Não vão saber tudo nos mínimos detalhes, óbvio que não, mas vão saber o suficiente sobre a série sem nunca ter passado perto do original.

Posso dar um exemplo pessoal de como funciona esse mecanismo. Eu nunca vi nenhum episódio de Star Trek, nenhum filme, nada. Contudo, devido as referências cruzadas as milhares de citações da série em outros filmes, quadrinhos e seriados eu sei o básico sobre os personagens e a história. Tanto que quando fui ver o novo filme e reconheci os personagens, percebi as coisas fora de lugar e adorei a história (vale uma ressalva que o filme é bem amigável para não inciados, em breve vamos fazer um texto sobre ele no site)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Tira do liniers


Se alguém não acompanha o Blog do Liniers, vai a tira de hoje, muito boa...

terça-feira, 2 de junho de 2009

O Eterno Superman


O nosso amigo Adriano - da Coluna HQ - mandou duas imagens bem bacanas do saudoso Christopher Reeve, na sua mais famosa atuação: Superman.

A imagens trazem uma bela frase atribuida a Reeve. A grosso modo a tradução é: "Tantos de nossos sonhos a princípio parecem impossíveis, então parecem improváveis, e então, quando nós conjuramos a vontade, eles logo serão inevitáveis."




clique nas imagem para ampliá-las

domingo, 31 de maio de 2009

Internéticas

Por ordem de data

Primeiro na sexta tivemos no blog do UHQ uma ótima entrevista com o escritor multimidiático J. M. Trevisan. A entrevista faz parte da seção following friday que eu estou fazendo no blog. O link direto da entrevista está aqui e o site do Trevisan é o Laboratório do Dr. Careca - vale a pena ouvir principalmente os Carecasts, muito divertidos.

Segundo, outra seção do blog do UHQ, essa feita pelo Eduardo Nasi, chamada Quadrinhos de Domingo. Essa semana ele mostrou Jacob Borshard neste post, e o cara, além de quadrinhista, é um bom músico. Olha o vídeo divertidíssimo que achei de uma música dele.

E, aproveitando que estamos falando de música só lembrando que domingos as 17hs Diego (DFigueira) e eu (oliboni) fazemos o blipcast Pop Balões: Let it Blip! entre na blip.fm e nos acompanhe - nos acompanhe também, com os mesmos nomes no twitter.



sábado, 30 de maio de 2009

Quando visitar Jaú...


Dica pra visitar em nossa cidade natal, no interior de São Paulo - Jaú. O Woodstock Muscic Pub é um bar (como o nome sugere) de rock, mas tem um atrativo a mais para os fãs de quadrinhos, cinema e de tudo aquilo que passaram a chamar de "memorabilia".

A decoração da casa é toda feita com este tipo de objetos, incluindo capas de disco aproveitadas de um antigo sebo que o proprietário tinha. Além disso, há uma estante com estatuetas de astros do rock e figuras famosas do cinema de deixar qualquer um babando. E todas as mesas tem o tampo redondo imitanto um disco de vinil.

Se você que acompanha o Pop Balões sabe o quanto gostamos do livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby, deve imaginar como curtimos o lugar.

Abaixo, algumas fotos que tirei de lá, com destaque para o Superman no estilo do desenho animado da década de 1940 e a capa do disco da trilha sonora do filme Labirinto, com David Bowie.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

#following friday @danilogentili


Sim meus amigos!

O figura Danilo Gentili topou participar da minha seção de entrevistas no Blog do Universo HQ!

Gosto do trabalho do cara desde antes dele se ganhar um grande reconhecimento através do do programa CQC. Eu sempre fui fã de Stand-up Comedy e fui assistir os shows do Clube da Comédia aqui em São Paulo - uma das vezes inclusive o Diego foi comigo - e lá conheci o trabalho do Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Oscar Filho, Marcelo Masfield entre outros. (Cheguei até a fazer um texto sobre o Clube e a Terça Insana para o Pop Balões, quem não viu o link é este)

Todos eles são artistas excelentes, mas escolhi o Danilo para #followwing friday porque ele curti quadrinhos, é chargista amador - o desenho desse post é dele - e ele tem se destacado na internet, principalmente no twitter, como você poderá ler na entrevista. 

Bom é isso, veja aqui a entrevista com esse figura. 

E, como adaptando o que ele costuma dizer pelo twitter.com/danilogentili : Quem não seguir o cara só tem gibi ruim na coleção.

E quem não seguir eu /oliboni e o /DFigueira também ;-p


sexta-feira, 15 de maio de 2009

#following friday


Se você ainda não reparou, no blog do UHQ estamos organizando algumas pequenas seções fixas periódicas para movimentá-lo. A linguagem é diferente, o ritmo é outro, mas é a mesma equipe trabalhando. 

Por enquanto temos o Nasi aos domingos com o Sunday Comics uma seção domenical de quadrinhos virtuais e agora o meu #following friday. 

Se você tem um twitter sabe que às sextas-feiras as pessoas indicam outros twitters que elas gostam para serem seguidos. 

Ampliando essa ideia, às sextas-feiras vou apresentar pessoas legais fazendo uma entrevista rápida com elas. 

A proposta é que você conheça melhor o trabalho dessas pessoas e passe a acompanhar o que eles estão produzindo, assim como faz com o UHQ, o Pop Balões e outras mídias. 

Começamos muito bem a seção com uma entrevista com Os Seminovos, uma banda bem divertida que está emplacando vários hits no youtube e no site charges.com.br (Leia a entrevista e veja os vídeos aqui no blog do UHQ)

E, para mostrar que essa cadeia de marketing viral funciona, vou postar aqui um vídeo de uma banda que eles indicaram na entrevista chamada Pedra Letícia  - o Diego e eu achamos ótima







O que está acontecendo com a blip.fm


(English version below)

Nas últimas semanas uma das grandes diversões de vários internautas a http://blip.fm passou por uma reformulação que prejudicou todos os ouvintes que não moram nos EUA ou Canadá. A blip integrou em seu painel o aplicativo da Imeen que distribui diversas músicas e tem contrato com várias gravadoras. Nos EUA a Imeen - consequentemente a blip – faturam vendendo toques de celulares e músicas em si, mas, para todo o resto do mundo sobra uma grande infinidade de músicas que se pode ouvir apenas 30 segundos.

Com isso a busca da blip ficou tomada por músicas inúteis que o mundo todo consegue ouvir apenas um pedaço. Para piorar a opção dos DJ´s hospedarem de disponibilizarem seus blips foi fechada, limitando as músicas mais ainda.

Nada contra a blip ser lucrativa, muito pelo contrário, quero que ela tenha uma visitação cada vez maior e que ela consiga um rendimento cada vez mais gigantesco com anúncios e demais outras fontes. Contudo, tirando a opção de tocar as músicas que gosto, entupindo a busca com pedaços de músicas de 30 segundos, tudo que o site conseguirá é morrer tão rápido quanto ficou popular.

Espero sinceramente que a blip.fm entenda isso, mas, para ajudá-la a perceber o quanto esse problema afetou o uso do site sugiro que todos aqueles que usam a blip.fm entrem na aba feedback, vão para o fórum, votem nos tópicos relacionados aos problemas causados pelo Imeen e as músicas de 30 segundos, comentem esses tópicos e mandem e-mails para a blip.fm

Repasse o link desse texto para os seus ouvintes e vamos torcer para podermos continuar nos divertindo na blip.

Update - Veja a explicação da blip - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments

=> link curto http://digg.com/u13QDV

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PS.: Aos Domingos as 17:00 o Diego e eu estamos fazendo o blipcast Pop Balões: Let it Blip na blip.fm  basta nos procurar (oliboni e DFigueira) e nos adicionar como favoritos para acompanhar nossos blips – o blipcast vai existir enquanto a blip for divertida, por isso a quase campanha contra o Imeen na blip

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What is happening with blip.fm

In past few weeks http://blip.fm - one of the great amusement of many Internet users  - went through an overhaul that damaged all the listeners who doesn´t live in the U.S. or Canada. The blip included in their panel the application of Imeen that distributes music and has several contracts with record labels. Imeen the U.S. - hence the blip – make money selling ringtones and music itself, but the rest of the world gets only a buch of great songs you can hear only 30 seconds – since they can´t get a dimme from us.

Therefore the search for the blip was taken by unnecessary songs that the whole world can hear only one piece. To worsen the option of DJ's to make hosts and uplod their own blips was closed, limiting the music more.

Nothing against blip be profitable, quite the contrary, I want them to have an increased visitation and that then can yield an increasingly gigantic with other ads and other sources. However, taking the option of playing the songs you love, the search clogged with pieces of music with 30 seconds, everything that the site is, will die as fast as they get popular.

I really hope that blip.fm understand it, but to help them understand how this problem affected the use of the site suggest that everyone who listen blip.fm use the feedback tab, go to the forum, vote and comment topics related to problems caused by Imeen and the songs of 30 seconds and send emails to blip.fm

Pass the link of this text to yours listeners and we let´s hope can continue having fun with blip.

Update - See blip explanation - http://blog.blip.fm/2009/05/14/navigating-the-storm/#comments

=> shortten link http://digg.com/u13QDV

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tudo que é sólido pode derreter


Ainda vou escrever uma matéria completa sobre essa nova série da TV Cultura, mas queria registrar minha alegria de ver uma produção tão boa na televisão aberta.

Tudo que é sólido pode derreter segue a tradição das boas séries infanto-juvenis da Cultura, que vem desde Mundo da Lua. Longe de ser piegas ou didático demais, a série mostra como obras literárias que a gente estuda no colegial têm a ver com nosso dia-dia.

Duas coisas sempre me chamaram nessas produções da Cultura: a caracterização do jovem protagonista (no caso, Tereza) e do espaço urbano e doméstico. Este último principalmente é raridade na televisão brasileira, que mesmo quando sai do estúdio cria casas e cidades que nada tem a ver com a realidade do povo. Sinto um prazer enorme em ver um ambiente rico como aquele na tv.

Pra melhorar, a Cultura ainda tomou a decisão inovadora de disponibilizar os episódios da série na internet, com outros conteúdos adicionais (como trilha sonora e textos das obras literárias). Vale muito a pena conferir aqui.