
Com um miolo metalinguístico – um filme sobre fazer um filme – mostra uma pequena comunidade em um busca de uma verba pública para finalmente construir uma fossa para o esgoto da cidade. Nessa luta eles caem em uma armadilha burocrática que só poderia ser imaginada dentro de um orgão governamental: terão que usar uma verba para fazer um filme – conseguida e abandona por um filho de governador – para fazer a fossa e um filme envolvendo a tal construção.
Nisso surge a bizarra ideia de o Monstro da Fossa (posteriormente mudado para Fosso por um diretor de vídeos de festas com pretensões mais artísticas).
O divertido do filme - além das ótimas atuações de Fernanda Torres, Wagner Moura, Paulo José e outros - é o quanto eles passam a se envolver com esse filme tosco de terror e o quanto isso muda a vida deles, se tornando mais importante que a própria fossa.
É raro eu indicar um filme nacional, mas esse é uma forma de passar umas horas.
2 comentários:
Se você gostou desse, recomendo os outros dois do Jorge Furtado que eu assisti "O Homem que Copiava" e "Meu Tio Matou um Cara". Das últimas produções nacionais que assisti recomendo também "O Homem do Ano" com uma interpretação muito boa de Murillo Benício. Também tinha preconceito do Cinema Nacional, mas nos últimos tempos, muitos filmes bons tem sido lançados e confeso que ainda tenho muitos a assistir.
Ah, esqueci de mencionar "Domésticas", um divertidíssimo filme dirigido por Fernando Meirelles, que fala do mundo das empregadas domésticas.
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