quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Marvel Max 59

Esse mês tem o esperado retorno ao universo de Zumbis Marvels, mas não mais pelas mãos do criador da série e sim com o praticamente desconhecido John Layman.

Vale notar que a série tem sido explorada pelas duas pontas, em Pantera Negra vemos o que aconteceu depois dos eventos da série principal e agora uma espécie de origem. Vale dizer que essa série é bem para fãs de filmes de terror, tanto que o personagem principal é o Ash, protagonista dos filmes A Morte do Demônio, Uma Noite Alucinante 2 e Uma Noite Alucinante 3.

O desenho está bacana apesar da trama ainda meio confusa.

Agora uma coisa ficou bem feio nessa revista: o trabalho editorial da Panini. Publicar essa história e não colocar um texto falando dos filmes! É praticamente uma obrigação do editor falar do filme, ou pelo menos citar os nomes, ator, diretor e personagem para situar o leitor. Mas o nem no editorial ele se dá a esse trabalho. Pior, ele prefere falar sobre Hellstorm, a tentativa da Marvel de ter um Constantine.

Aliás, que história chata. Sabe aquela HQ que tem um monte de “sacadas”, como a tatuagem nas costas do Hellstorm, mas é uma HQ tão sem graça, com aquelas pretensões de sempre... Realmente não vale a pena.

Outra coisa que não vai para frente é o tal Cavaleiro Fantasma. A arte deveria, supostamente ser bonita... mas esse trabalho digital cansa, deixa tudo estranho e no final o resultado é pouco satisfatório.

O Justiceiro do Ennis nem precisa de muito comentário, né. Ele que carrega o título. Aliás, vamos combinar que isso é uma máxima de 60% dos mix brasileiros: 4 histórias, uma boa, que te faz comprar a revista, 1 média, que é possível ler e 2 que são pura perda de tempo. A matemática não é muito favorável para isso... não é mesmo...

2 comentários:

Amalio Damas disse...

Acho que a editora tem uma cota para lançamentos focados no valor mensal, talvez isso explique a quantidade de revistas com mixes esdrúxulos, ou ainda, que o contrato obrigue a publicação das merdas que a Marvel/DC não venda bem, sei lá, acho que falta um pouco de critério na montagem desses mixes. Talvez o lado comercial pese MUITO MAIS que o editorial, o que é uma estupidez, porque você faz um produto que não atinge os objetivos do leitor, ou seja, a curto prazo é uma coisa boa, mas a longo prazo, você está sujeito a uma perda de leitores, principalmente porque não é reponsável pela criação do produto, apenas o revende.

Fernando Peres Farto disse...

Hoje eu compro essa Marvel MAX só por causa do Justiceiro, tá duro de aguentar as outras histórias, viu...