domingo, 30 de novembro de 2008

Marvel Max 57 e 58


Acho que o melhor das duas revistas é o arco do Justiceiro com o Barracuda. Esse figura é um personagem e tanto, aqueles brutamontes que são a cara do Ennis, perfeitos para antagonizar o Justiceiro.

Um dos melhores momentos da revista é quando a mulher do Ebbings, Alice, tem que enrolar o Barracuda para o Dermont matar o cara e a única coisa que ela consegue pensar é chupar o sujeito.

O outro é quando o Barracuda vira a casaca e fala para o Justiceiro explodir o navio com todos os acionistas da empresa. Bem diferente da maioria das histórias do Justiceiro, mas divertido. 

Hellstorm em compensação é muito chato. Uma mistureba de mitologias com um ar “quero ser constantine”. Muito, muito chato. O texto é arrastado, pretensioso. O desenho é mediano. Não salva. Não salva mesmo. 

Wisdom também é outra coisa que é bem difícil de engolir nessa revista. A história tenta fazer um misto de espionagem, super-heróismo, suspense, Arquivo X e canalhice. Muita coisa para uma série só. 

Para não dizer que eu desgostei de tudo. Dou o braço a torcer para o final da história. Sem alternativas para resolver o problema o único jeito de parar a invasão é matar Maureen, a mulher que Wisdom ama. Então quando ele vê que ela está determinada a cometer suicídio, ele a engana dizendo que encontraram uma solução e a mata piedosamente. 

Outra série que está difícil de engolir, mas teve uma cena boa é Cavaleiro Fantasma. Travis está procurando quem matou Caleb e vai até o Xerife que explica quem matou. Então ele pergunta se foi organizada uma equipe de caça aos assassinos e o xerife diz que os mortos são só negros. Então Travis pega o xerife e joga ele pela janela. 

Agora, o editor Paulo França deu um puta furo em Marvel Max 57 de Junho. No editorial dele ele revelou o final, sim exatamente a última cena da história que saiu em Marvel Millennium Homem-Aranha 78 de Julho um mês depois. Puta mancada. 

Aliás, lendo a seção de cartas tenho vontade de mandar e-mails assim para a Panini: 

“Desde o começo da Marvel Max, em média, 8 a cada 10 cartas publicadas na Temperatura Máxima pedem a publicação de Howard the Duck, Blaze of Glory e alguns outros títulos do selo Max da época que a Marvel investiu pesado nessa linha. A editora sempre teve o discurso de que esses quadrinhos não estavam nos planos por serem cronologicamente defasados. Uma vez a Marvel Max praticamente não está ligada a cronologia das outras mensais e esses títulos muito solicitados também não tem implicações cronológicas, porque realmente não são publicados? Não é o caso de dar uma explicação definitiva para os leitores? Afinal, são mais de 60 edições com leitores diferentes pedindo sempre as mesmas coisas.” 

2 comentários:

Amalio Damas disse...

Opção 1) Alguma coisa no contrato encarece a publicação dessas séries.

Opção 2) Estão com medo que acontece algo parecido com o Mestre do Kung Fu, muitos fãs pediram e depois reclamaram da qualidade da série.

Opção 3) Os caras não querem mesmo.

Opção 4) Sei lá.

Fernando Peres Farto disse...

Na torcida para que a Panini lance um encadernado com as histórias do Justiceiro...