sábado, 10 de novembro de 2007

A grande verdade sobe vampiros e outros comedores de criancinhas...

Esses dias acompanhei pela Folha uma reportagem que me deixou bem chateado, a tal história do Vampiro de Presidente Prudente que andou pela cidade arrebanhando uma molecada para seu “suposto” culto salvador do mundo, com direito a passeios pelos cemitérios mordidas nos pescoços e chupadas de sangue.

Começou com uma denúncia dos pais que, com muito esforço, conseguiram arrancar das crianças o que estava acontecendo. Parece que todas mais ou menos confirmaram a história.

Até aí tudo bem, tudo bem nada, o cara é um pinel e a molecada é um bando de inocentes cabeças-ocas (os pais tem sua parcela de culpa aí). O grande problema foi que na seqüência o tal Vampiro se apresentou na polícia, virou a mesa e agora ele está acusando os pais de o difamarem.

Novamente, até ai tudo bem, tudo bem nada porque essa onda de processos e acusações não leva a nada ...

O grande problema, para mim, é que o tal vampiro, que obviamente não é vampiro droga nenhuma, em uma entrevista para Folha disse que tudo não passava de um jogo de RPG. Sabe, quantas vezes a culpa dessas palhaçadas vai cair em cima do RPG e ele vai continuar sendo algo temeroso e assustador para aqueles que não conhecem?

Quando o Diego e eu tínhamos 15, 16 anos a gente ia à praça jogar RPG (aliás foi assim que nos conhecemos) e no grupo obviamente tinha pessoas mais velhas que a gente, provavelmente com a idade do tal vampiro e essa convivência sempre foi algo bom. Jogar RPG foi importante para nós em vários sentidos. O Diego até hoje joga, agora em uma situação inversa, já que ele é um dos cara mais velho em um grupo com uma molecada, eu jogaria também se tivesse um grupo.

Agora, toda vez que acontece uma maluquice dessas RPG vira algo perigoso, obscuro e os pais querem afastar ao máximo seus filhos disso...

Olha, eu vou dar um conselho para pais, filhos e todos que se envolvam com RPG. É um jogo, algo divertido, sem o menor perigo e que ajuda a imaginação, a fazer amigos e diversas outras coisas. Se tem alguém preocupado com o que acontece, o grupo tem que estar aberto para receber os pais dos jogadores mais jovens, pelo menos uma vez, para eles perceberem que não tem nada de mau naquilo.

Desmistifiquem o RPG ao máximo, respeitem todos os tipos de jogares e não percam os mais jovens, pois, muitas vezes, um grupo de RPG é tudo que eles precisam.

2 comentários:

Junior disse...

Zé vi uma matéria hoje no site da globo sobre o tal pinel, mas em nenhuma linha falam sobre o jogo de RPG...falaram um monte de coisas mas não mencionaram tal coisa...tem o link com esta matéria ai??
Detalhe, ele só mordeu pescoços de meninos....
Ele é uma "vampira"...ai que meda...

Zé Oliboni disse...

Olha, junior, felizmente os jornais não levantaram essa bandeira, até porque RPG não chama mais atenção como antigamente.

Mas, em entrevista para folha, que saiu na quinta passada, o tal morceguito disse que tudo não passava de um jogo de RPG...