sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Estamos lendo

Como sempre, lá venho eu com a minha leitura atrasada... pelo menos vocês sabem que eu não deixo de fazer o site para ficar relaxando lendo gibis.

Eu comecei a ler esses dias Marvel Action, comecei é exatamente a palavra, pois desde a primeira edição não tinha lido nenhuma ainda. Como a revista vai dar uma interligada com tudo agora porcausa do Casamento do Século e a Guerra Civil, vi que estava mais do que na hora de tirar atraso.


Eu comecei a ler esses dias Marvel Action, comecei é exatamente a palavra, pois desde a primeira edição não tinha lido nenhuma ainda. Como a revista vai dar uma interligada com tudo agora por causa do Casamento do Século e a Guerra Civil, vi que estava mais do que na hora de tirar o atraso.

Eu acho engraçado que sempre o título que eu não estou acompanhando está muito legal... talvez seja aquele lance da grama do vizinho, mas o fato é que Marvel Action, pelo menos nessa fase que eu estou , é bem bacana.

De cara ela abre com o Cavaleiro da Lua. Esse personagem sempre foi tratado como a versão genérica do Batman da Marvel. Pessoalmente, não lembro de nenhuma história marcante do herói, ainda mais em uma revista solo. Devo ter visto uma coisa ou outra nas revistas antigas que eu tinha e provavelmente algumas participações que esses personagens do segundo escalão sempre fazem, mas, no geral, nunca entendi muito dele.

Agora, nessa nova versão escrita por Charles Huston e desenhada por David Finch eu reencontrei o personagem e passei acompanhar ansiosamente suas histórias. Huston soube como abrir bem a série. Ele mostrou o Cavaleiro em ação e trabalhou bem a proposta dele enquanto herói urbano (aliás veja mais sobre isso no nosso Top Pop de Heróis Urbanos) e ainda de quebra construiu um mistério entorno do quê aconteceu com o Caveleiro.

Na segunda edição vemos uma cena chocante que ficou ainda mais forte e cruel através do olhar realista e detalhista de Finch. O Cavaleiro enfrenta um inimigo muito forte que joga ele do prédio em uma arrepiante cena onde vemos o herói sendo quebrado inteiro, literalmente.

Depois de um início como esse, Huston se garantiu o suficiente para poder fazer algumas edições mais paradas e explicativas, pois, a maioria dos leitores já deveriam estar como eu... curiosos.

Fora isso temos a série do Pantera Negra que está fazendo um trabalho bem bacana e de resgatar os personagens negros da Marvel, com direito, inclusive, a recontar toda a origem do Luke Cage. Para encerrar temos a excelente fase do Demolidor na prisão que está cada vez mais interessante.

No começo a gente continua procurando o verdadeiro Demolidor, mas, aos poucos, é fácil entrar no jogo e perceber que o personagem está sendo redefinido e moldado diante dos seus olhos com grandes possibilidades.

A revista completa o mix com a minssérie Justiceiro e Mercenário. Tenho grandes restrições com o roteirista Daniel Way, ainda mais nessa série onde ele está tentando imitar o Garth Ennis. Apesar disso, a mini não está tão ruim como eu esperava e dá até para se divertir. É isso, se como eu você não leu Marvel Action aproveite para comprar desde a primeira edição, vale a pena.


2 comentários:

Lucas Ed. disse...

Hei, Oliboni!
Boa matéria, eu tb fui curtindo bastante a leitura de Cav. da Lua, mas no fim, o saldo foi de um arco bem medíocre.
Agora, uma correção no seu texto: o responsável pelo lápis neste arco não é o Bryan Hitch como vc diz, mas sim o David Finch.

Grande abraço!

Zé Oliboni disse...

opsss... eu sempre confundo esses dois... já fou acertar isso.

[]s