quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Batman Um ano Depois


Olá pessoal,tem um comentário no Post anterior que eu vou repoduzir aqui para abrir a discussão e vou aproveitar para criar um novo canal. Sempre que vocês tiverem algo para comentar de algum texto, me mandem por e-mail (popbaloes@popbaloes.com) e eu abro um post aqui para comentários e bate-papos.
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Ah, eu não quero comentar sobre o post. Do contrário, quero falar do artigo sobre Batman: Um ano depois, mas o mural me parece uma ferramenta em enorme desuso!Cara, eu sou obrigado a discordar da matéria! Sim, o Batman teve fatos escabrosos em sua vida nos últimos anos (como a Leslie assassina), mas as aposentadorias de Bullock e Gordon não tinha sido uma dessas agruras! Muito pelo contrário, era um avanço e tanto, realisticamente falando... Voltar com os dois policiais me parece um ato infantil e preguiçoso, com uma justificativa amarga de se engolir. Digo preguiçoso porque Akins e sua turma podia (e geravam) boas histórias, basta ver Gotham Central, mas exigiam mais trabalho por não serem de fácil reconhecimento pelo grande público.Daí vem essa medida preguiçosa, trazer o Gordon de volta! Pra mim, isso só se justifica se, daqui em diante, acontecer justamente o oposto do que o autor da matéria sugere: desconectar totalmente o universo do Morcego da cronologia da editora e de sua própria cronologia, e contar sempre histórias soltas, sem preocupações com fatos que já ou não aconteceram, fazer do Batman sempre um "All-star": manter todos os elementos clássicos e contar as histórias que der vontade...

Lucas Ed.

5 comentários:

Diego Figueira disse...

Como este é um lugar democrático, vou responder dentro do mesmo tópico, com um comentário a um post aberto por um leitor.
É sempre difícil e polêmico avaliar se grandes mudanças como a saída do Comissário Gordon das histórias do Batman foram negativas, pois no quadrinhos nem sempre há uma relação direta entre boas idéias e boas histórias. Com certeza, o retorno de Gordon ajuda a dar um pouco mais de coerência ao cenário, já que ninguém conseguiu dar conta de redefinir de uma forma interessante sem ele - a não ser uma revista que não tinha a proposta de mostrar o Batman. (continua)

Diego Figueira disse...

Na matéria, procurei apontar esta maior verossimilhança como uma das causas da melhoria na revista do Batman, mas há outras, como o novo entrosamento entre a Dulpa Dinâmica e a equipe de criadores.
Mesmo assim, quando se trata de atrair novos eleitores, que em geral são atraídos primeiramente por outras mídias, como o cinema e a televisão, a permanência de certos elementos é um fator a ser explorado e é preciso ter isso em mente para compreender as mudanças promovidas pela DC.
No fim, como disse no texto, tantas mudanças não se justificariam se o resultado final não fosse tão interessante, o que as sagas anteriores ficaram devendo, por mais inovações que propusessem.

Amalio disse...

O grande dilema dos quadrinhos de super-heróis das duas grandes, Marvel e DC, na atualidade é esse mesmo, optar por uma cronologia amarrada em um universo "coeso" ou por histórias independentes, porém com qualidade. Outro aspecto é a manutenção do "produto", ou seja, o não envelhecimento dos heróis, que tem 70 anos com corpinho de 30. Nisso, os japoneses e os europeus saem ganhando, porque seus personagens tem data de validade, por mais longevas que sejam suas séries. O problema da Marvel e da DC é que elas não querem largar o osso, ou seja, porque vou matar meus personagens se eles rendem um dinheiro muito bom. A solução ao meu ver é manter os personagens atemporais, como por exemplo, Peter Parker terá 15 anos, residirá com a tia e namorará Mary Jane Watson pra sempre. Assim, vários artistas de forma rotativa trabalhariam com este conceito.

Lucas Ed. disse...

Amalio,

você tocou num ponto importante que eu tinha abordado no meu comentário: se é pra ficar voltando com esses elementos clássicos, então vamos chutar a cronologia toda, e contar histórias atemporais. Tipo a Turma da Mônica e os personagens da Disney, e essa comparação não tem a idéia de ser perjorativa, muito pelo contrário.
O que me irrita é fazer uma inovação bacana e corajosa (aposentar o Comissário Gordon) e, com uma justificativa pífia (o DP de polícia de Gotham ter se tornado corrupto) trazem ele de volta, ao invés de se esforçar para escrever e emplacar boas hitórias com Akins e sua turma.
Grandes mudanças aconteceram com Robin e Batgirl e funcionaram, mas precisaram de gente que segurasse a bomba no colo e tocasse a idéia pra frente.

Diego Figueira disse...

Um problema sério é que muitas vezes um roteirista propôe uma mudança e não fica no título para dar continuidade. Ainda por cima parece haver poucos editores com pulso firme para direcionar a continuidade dos novos escritores. Aí começa a bagunça, tudo vira uma contradição e nem o que vem antes nem o que vem depois tem um sentido que faça aquilo parecer bom.